Notícias do Pará, Tocantins e Maranhão | Gazeta Carajás

MENU

Notícias / Geral

Monique Medeiros volta à prisão por ordem do STF

Ré pela morte do filho, Monique se entrega à polícia depois que o ministro Gilmar Mendes determinou a retomada da prisão preventiva a pedido da Procuradoria-Geral da República

Monique Medeiros volta à prisão por ordem do STF
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Monique Medeiros da Costa e Silva, ré pelo homicídio do filho Henry Borel, entregou-se à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (20), na 34ª DP (Bangu), no Rio de Janeiro. O retorno ao sistema prisional cumpre a determinação expedida na última semana pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Após se apresentar, Monique foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson para exames de praxe e audiência de custódia, devendo retornar posteriormente à Penitenciária Talavera Bruce, onde já esteve custodiada anteriormente.

A nova ordem de prisão ocorre após um breve período de liberdade concedido em 23 de março, quando o julgamento do caso foi adiado devido ao abandono do plenário pela defesa do ex-vereador Dr. Jairinho. Na ocasião, a Justiça do Rio de Janeiro havia relaxado a prisão de Monique, alegando prejuízo pelo atraso no cronograma.

No entanto, o Supremo Tribunal Federal acolheu um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do pai da criança, Leniel Borel, restabelecendo a custódia preventiva como medida necessária para o andamento do processo.

O caso Henry Borel remonta a março de 2021, quando o menino de 4 anos morreu com sinais de violência extrema enquanto estava sob os cuidados da mãe e do padrasto. O laudo pericial apontou 23 lesões provocadas por ação violenta, contrariando a versão inicial de acidente doméstico.

A acusação sustenta que Jairinho praticava sessões de tortura contra a criança e que Monique tinha conhecimento das agressões, respondendo por homicídio e omissão de socorro.

A defesa de Monique Medeiros informou que já ingressou com embargos de declaração e pretende apresentar um agravo para que o colegiado do STF reavalie a decisão. Os advogados também alegam que a ré sofreu ameaças na prisão e afirmam confiar na absolvição durante o julgamento, agora marcado para o dia 25 de maio.

A equipe jurídica estuda ainda levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, sob o argumento de que Monique estaria sendo vítima de violência institucional.

Comentários:

Giovanna Noláscio

Publicado por:

Giovanna Noláscio

Repórter e redatora do Gazeta Carajás.

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!