Um homem acusado de envolvimento com organização criminosa foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelo assassinato de Willian Vieira da Silva, em Marabá, sudeste do Pará. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (16), no Fórum Municipal da cidade, e terminou com a decisão do Tribunal do Júri favorável à acusação de homicídio duplamente qualificado.
A sentença foi definida pela juíza Alessandra Rocha, que estabeleceu a pena em 27 anos, três meses e 15 dias de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. Na avaliação da magistrada, o histórico criminal do réu pesou significativamente na dosimetria, já que ele possuía condenação anterior e vínculos comprovados com o crime organizado.
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Durante a leitura da decisão, a juíza destacou que o acusado exercia papel de liderança dentro de uma facção, sendo conhecido por práticas violentas e intimidação. Esse contexto contribuiu para o aumento da pena, além das circunstâncias do crime, considerado premeditado.
Segundo os autos, o homicídio foi planejado com antecedência. Provas apresentadas no julgamento indicaram que a vítima vinha sendo ameaçada e monitorada antes do ataque. A Justiça entendeu que houve motivo torpe e uso de recurso que dificultou qualquer possibilidade de defesa.
Outro fator relevante foi a forma como o crime foi executado. O autor invadiu a residência da vítima, um ambiente que deveria representar segurança, e efetuou disparos à queima-roupa. Para a magistrada, essa ação demonstra elevado grau de periculosidade e audácia.
A decisão também determinou a manutenção da prisão preventiva do condenado, que não poderá recorrer em liberdade. O entendimento segue posicionamento do Supremo Tribunal Federal, que permite o início imediato do cumprimento da pena em casos julgados pelo Tribunal do Júri.
A defesa informou que pretende recorrer da condenação.
O crime ocorreu em abril de 2021, no bairro Laranjeiras. Na ocasião, a vítima estava em casa com a esposa quando foi surpreendida por um invasor armado. Após efetuar os disparos, o autor fugiu do local.
Fonte/Créditos: Correio de Carajás
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