Foi concluído na noite desta quinta-feira (22) o julgamento de Jhonatan Barros Nogueira, réu por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, em um caso que chocou o Pará ao ocorrer dentro da loja Havan, em Marabá, no dia 1º de dezembro de 2024.
Durante a sessão, testemunhas e vítimas relembraram momentos de tensão vividos no local. De acordo com os depoimentos, o acusado ameaçava a ex-companheira com uma faca em plena área pública, ignorando pedidos para que se rendesse.
Um dos pontos centrais do julgamento foi a atuação de uma policial penal, grávida e à paisana, que estava no local no momento do crime. Conforme relatado em plenário, a agente tentou conter o agressor verbalmente, mas, diante da insistência e do risco iminente à vida da vítima e de terceiros, efetuou um disparo que neutralizou Jhonatan.
“Ele só parou de ameaçar quando saiu o tiro”, declarou a vítima durante o julgamento.
A irmã da vítima também prestou depoimento e afirmou que tentou intervir para evitar a agressão, chegando a se ferir ao tentar impedir o acusado, que continuava armado e agressivo. Segundo ela, diversas pessoas no local pediam para que Jhonatan largasse a faca, sem sucesso.
Os relatos reforçaram a tese apresentada pelo Ministério Público de que a intervenção da policial penal foi determinante para evitar um feminicídio consumado. O caso ganhou ainda mais repercussão por envolver uma agente de segurança grávida, que mesmo fora de serviço, agiu para preservar vidas.
O julgamento foi acompanhado por representantes do Ministério Público e da defesa. O resultado e a dosimetria da pena devem constar na sentença proferida pelo Judiciário.
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