As eleições de 2026 no Tocantins se aproximam, e as pré-candidaturas já estão praticamente definidas no cenário político. No último mês, a senadora Dorinha colocou seu nome na disputa, confirmando a pré-candidatura ao Governo do Estado pelo União Brasil e recebendo apoio do atual governador Wanderlei Barbosa dentro da linha de sucessão. Em movimentações recentes, Dorinha também tem ampliado sua base política no estado.
Até então, outros nomes também figuravam no cenário, como Laurez, pelo PSD, e Vicentinho Júnior, pelo PSDB. Nada muito diferente do que já vinha sendo discutido. No entanto, os desdobramentos mais recentes trouxeram um novo elemento à disputa: a ex-senadora Kátia Abreu confirmou sua filiação ao Partido dos Trabalhadores, em um movimento político que repercutiu em todo o estado.
Mesmo sem anúncio oficial de candidatura, o nome de Kátia passou a ser citado como possível opção do partido para disputar o Governo do Tocantins. A ex-ministra chega à sigla com trajetória consolidada na política nacional e histórico de atuação no agronegócio, além de já ter ocupado o Ministério da Agricultura.
Diante desse cenário, cresce a possibilidade de uma disputa entre duas mulheres ao Executivo estadual.
Ao analisar as trajetórias políticas, é possível identificar pontos de convergência e divergência. Dorinha e Kátia já integraram, em diferentes momentos, campos políticos semelhantes. Ambas votaram contra a PEC do Teto de Gastos no Congresso Nacional.
Por outro lado, também há diferenças marcantes. Kátia Abreu permaneceu ao lado da então presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment, enquanto Dorinha votou a favor da medida na Câmara dos Deputados. Em relação à reforma trabalhista, Kátia se posicionou contra, enquanto Dorinha foi favorável.
As duas também já estiveram em lados opostos nas urnas. Na eleição de 2022, Kátia Abreu disputou a reeleição ao Senado, mas foi derrotada por Dorinha.
Mas a questão central permanece: quais são as condições políticas de cada nome para governar o Tocantins? Kátia Abreu possui ampla experiência na vida pública, com passagem pelo Senado e pelo Ministério da Agricultura. No entanto, seu histórico recente em disputas majoritárias aponta desafios no campo eleitoral. Na eleição suplementar de 2018, por exemplo, a ex-senadora ficou em quarto lugar, com cerca de 15,66% dos votos .
Seu ingresso no Partido dos Trabalhadores pode ampliar o diálogo com setores progressistas no estado e abrir novas possibilidades de alianças, além de contar com o apoio do presidente Lula. Ainda assim, uma eventual candidatura dependerá da construção de base política e da consolidação de apoios.
Por outro lado, Dorinha aparece, neste momento, com maior articulação partidária. A pré-candidatura reúne o apoio do atual governador Wanderlei Barbosa e de lideranças de diferentes siglas, como Republicanos, PL, Podemos, Progressistas e PRD, o que indica uma base política mais estruturada neste estágio pré-eleitoral.
Diante desse cenário, a disputa pelo Governo do Tocantins ainda segue em aberto e deve passar por novos desdobramentos até o período das convenções e, posteriormente, ao longo da campanha eleitoral.
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