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Demora na compra da CoronaVac em 2023 gerou desperdício de R$ 260 milhões no governo Lula, aponta TCU

Auditoria do Tribunal de Contas da União aponta que atraso de mais de sete meses em contratação resultou na perda de milhões de doses com validade curta

Demora na compra da CoronaVac em 2023 gerou desperdício de R$ 260 milhões no governo Lula, aponta TCU
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Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que a demora do Ministério da Saúde em concluir um processo de contratação em 2023 contribuiu para o desperdício de ao menos R$ 260 milhões em doses da vacina CoronaVac. A aquisição ocorreu já durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e, segundo o relatório, foi marcada por entraves que se estenderam por mais de sete meses.

De acordo com a auditoria, o longo período de negociação fez com que os imunizantes fossem entregues com prazo de validade reduzido. Quando as doses finalmente chegaram, o cenário epidemiológico já era outro: a demanda pela CoronaVac havia caído, e o imunizante, produzido pelo Instituto Butantan, estava em desuso no Sistema Único de Saúde (SUS) para a maior parte do público.

Os dados analisados indicam que, das 10 milhões de doses adquiridas, ao menos 8 milhões sequer chegaram a ser distribuídas. Os imunizantes permaneceram armazenados até perderem a validade e, posteriormente, foram incinerados. O caso foi inicialmente revelado pela Folha de S.Paulo.

O TCU destacou que falhas no planejamento e na avaliação da demanda foram determinantes para o prejuízo. A compra foi realizada em um momento em que a procura pela vacina contra a COVID-19 já havia diminuído, impulsionada pelo avanço da imunização com outros imunizantes e pela redução da percepção de risco da doença entre a população.

Além disso, o relatório aponta problemas na gestão logística e na capacidade de resposta do Ministério da Saúde. Segundo a auditoria, faltaram estratégias eficazes para acelerar a distribuição ou redirecionar rapidamente as doses para locais onde ainda poderiam ser utilizadas antes do vencimento.

Especialistas ouvidos em análises paralelas ressaltam que, mesmo em contextos de incerteza, como o de uma pandemia, é essencial ajustar continuamente as estratégias de aquisição e distribuição. A ausência de mecanismos ágeis de monitoramento de estoques e de campanhas de incentivo à vacinação contribuiu para agravar o desperdício.

Em resposta, o governo federal argumenta que decisões relacionadas à compra de vacinas ainda refletem os desafios herdados da pandemia, incluindo oscilações na demanda e necessidade de garantir estoques estratégicos. Também afirma que perdas podem ocorrer em campanhas de grande escala, especialmente quando há mudanças rápidas no cenário sanitário.

 

Fonte/Créditos: Folha de São Paulo

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Giovanna Noláscio

Publicado por:

Giovanna Noláscio

Repórter e redatora do Gazeta Carajás.

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