Um menino brasileiro de 9 anos, nascido em Belém do Pará, teve dois dedos parcialmente amputados após uma agressão dentro de uma escola em Portugal na última semana. O caso ocorreu na Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, no Distrito de Viseu, a cerca de 130 km do Porto. Segundo a mãe da criança, Nívia Estevam, de 27 anos, ela já havia comunicado à escola episódios anteriores de violência envolvendo o filho.
Lívia Batista, avó do menino, relatou que o estudante foi ao banheiro durante o intervalo quando foi seguido por dois colegas. “Ele entrou na cabine e os meninos empurraram a porta. Os dedos ficaram presos no fecho. Ele sangrava muito e tentou abrir, mas eles seguraram a porta”, afirmou.
Ainda segundo a avó, o menino só conseguiu sair porque se arrastou pelo vão inferior da estrutura. “Ele passou por baixo para tentar pedir ajuda. Ele estava em desespero”, disse.
A família informou que já havia registrado situações anteriores de agressão, incluindo puxões de cabelo, pontapés e marcas no pescoço. Em mensagem enviada à escola, a mãe relatou um episódio no qual o filho teria sido enforcado por outro colega, deixando hematomas visíveis. Segundo ela, a resposta recebida foi de que a situação seria “tratada internamente”, monitorada e que poderia se tratar de “brincadeira de criança”. Cinco dias após essa comunicação formal, ocorreu o episódio que resultou na amputação.
O menino passou por cirurgia reconstrutiva e permanece em recuperação. Conforme avaliação médica, ele não deve recuperar a digital e parte das unhas nos dedos atingidos. De acordo com familiares, a dimensão da lesão só foi percebida quando um fragmento do dedo foi entregue pela equipe de saúde durante o deslocamento até o hospital.
A família registrou ocorrência após relatar resistência inicial da polícia local em formalizar o caso. O atendimento está sob acompanhamento da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), órgão responsável em Portugal por medidas de proteção envolvendo risco, negligência, violência ou violação de direitos de menores. Até a última atualização, a escola não havia divulgado nota pública sobre o ocorrido nem estabelecido contato com os responsáveis.
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