O governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), realizou, nesta quinta-feira (16), no Parque de Bioeconomia, no complexo Porto Futuro, em Belém, a Reunião Extraordinária do Comitê Executivo do Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), para apresentar avanços, alinhar estratégias e definir os próximos passos da política no Estado. Atualmente, a bioeconomia paraense movimenta cerca de R$ 9 bilhões por ano (3,8% do PIB estadual), segundo dados do PlanBio.
Os dados apresentados reforçam o papel estratégico da bioeconomia no Estado, que concentra cerca de 78% de toda a atividade do setor na região amazônica. Os números evidenciam a escala e o potencial de crescimento da bioeconomia no Pará.
Ao longo dos três primeiros anos de implementação do PlanBio, mais de R$ 1,1 bilhão em recursos foram mobilizados, reunindo mais de quatro mil bioindústrias, apoiando mais de 5,5 mil negócios, impactando diretamente mais de 403 mil pessoas. No mesmo período, o ecossistema de inovação ligado à bioeconomia registrou crescimento de 160% no número de startups, além de cerca de R$17 milhões investidos em biotecnologia, consolidando a ciência e a inovação como vetores centrais desse modelo de desenvolvimento.
O secretário de Meio Ambiente Clima e Sustentabilidade do Pará, Raul Protázio Romão, destacou atuação estratégica das secretarias envolvidas, assim como a necessidade de acelerar o desenvolvimento de ações com foco em resultados ainda maiores. O secretário também reforçou o simbolismo da reunião ter sido realizada no Parque de Bioeconomia, que é uma das principais ações estuturantes previstas no PlanBio.
“Estamos em um espaço voltado para o fortalecimento dos novos negócios, das startups, do fortalecimento dos negócios comunitários e também para a industrialização dos produtos amazônicos. A gente precisa reforçar o olhar para a relevância das políticas públicas como um todo, para que a gente consiga dar sequência fazendo ainda mais sob a gestão da governadora Hana Ghassan. Nós, como secretarias executoras, temos que conseguir avançar na implementação e na informação disso tudo que está sendo feito”, afirmou.
Para a secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, o encontro representa uma oportunidade de consolidar diretrizes e ampliar o diálogo entre as áreas de governo, em um contexto global que exige respostas estruturais e coordenadas.
“A gente vive hoje um ponto de inflexão no mundo, com risco de perda de quase 44 trilhões de dólares do PIB global por causa das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, existe uma oportunidade concreta de geração de 10 trilhões de dólares com a transição para uma economia nature positive. Nesse cenário, a bioeconomia deixa de ser uma agenda de futuro e passa a ser uma reorganização das cadeias produtivas para responder aos desafios do nosso tempo.”, disse Camille.
Mecanismos de fortalecimento e acesso a créditos
Durante o encontro, também foram debatidos mecanismos para fortalecer os impactos econômicos da bioeconomia no Estado. O secretário da Fazenda, René Júnior, ressaltou o papel das políticas fiscais e econômicas nesse processo.

“A Secretaria da Fazenda participa da bioeconomia em duas dimensões: acompanhando os impactos econômicos no Estado e estruturando instrumentos que possam fortalecer essa agenda, seja na geração de renda, emprego ou no aproveitamento das vocações naturais.”, reforçou.
A diretora do Banpará, Ruth Mello, reforçou a importância do acesso ao crédito como ferramenta para ampliar o alcance da bioeconomia, especialmente entre pequenos e médios produtores. “Como instituição financeira, o Banpará entende que seu papel vai além de viabilizar crédito. É preciso garantir que esse recurso chegue com responsabilidade social, econômica e socioambiental, promovendo a inclusão de pequenos e médios produtores no sistema financeiro”, frisou.
Fonte/Créditos: Agência Pará
Comentários: