Um advogado com escritório em Marabá, no sudeste do Pará, passou a integrar a defesa de um dos acusados no que é considerado o maior ataque cibernético já registrado no Brasil. O criminalista Arnaldo Ramos de Barros Júnior foi contratado para defender Hallison Martins, natural de Goiás, que nega participação no esquema que resultou em um desfalque estimado em R$ 1 bilhão.
O ataque ocorreu no dia 1º de julho do ano passado, quando um grupo de hackers conseguiu acessar contas de segurança mantidas no Banco Central, utilizadas para a liquidação de transferências interbancárias. A ação criminosa teve repercussão nacional e levou à abertura imediata de investigação pela Polícia Federal.
À época, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou a instauração do inquérito. “Estamos em contato com as empresas. Vamos investigar. Há notícia-crime em verificação. O inquérito deve ser instaurado ainda hoje”, declarou no dia 2 de julho. As apurações foram conduzidas em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo.
Com o avanço das investigações, cinco pessoas foram presas, entre elas Hallison Martins. Segundo a defesa, o acusado afirma ser inocente e confia na atuação de Arnaldo Ramos, conhecido por assumir casos complexos e de grande repercussão nacional.
Entenda o caso
De acordo com as investigações, o grupo criminoso invadiu o sistema da C&M Software, empresa que presta serviços de tecnologia para instituições financeiras e é vinculada ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). A partir do acesso indevido aos dados da empresa, os hackers conseguiram entrar em contas de reserva, que são contas de segurança mantidas no Banco Central e utilizadas para a compensação e liquidação de operações entre bancos.
O caso segue sob investigação, e os acusados aguardam os desdobramentos judiciais.
Fonte/Créditos: Correio de Carajás
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