26 de maio de 2025. Uma data histórica para todo o Sul e Sudeste do Pará. Após décadas de espera, debates, desconfianças e descrédito, as obras de derrocamento do Pedral do Lourenço enfim vão acontecer.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) a Licença de Instalação (LI) nº 1518/2025, válida por cinco anos, para a realização da obra de derrocamento da via navegável do Rio Tocantins, no Pará. O trecho contemplado possui 35 quilômetros de extensão, entre Santa Teresinha do Tauiri e a Ilha do Bogéa, em Itupiranga.
A intervenção tem como objetivo eliminar formações rochosas que dificultam a navegabilidade do rio, considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola e mineral do norte do país. Com a obra, a tão sonhada hidrovia Araguaia-Tocantins sai do papel e a realidade da região mudará para sempre.
A licença de instalação da obra sai após um movimento histórico capitaneado pelo prefeito de Itupiranga, Wagno Godoy. Há duas semanas, o gestor, acompanhado do vice Samuel Nunes e vereadores aliados estiveram na sede do DNIT cobrando justamente o início imediato das obras. Agora, a licença sai e as obras devem ter início já nos próximos meses.
O governador do Pará, Helder Barbalho, utilizou suas redes sociais para comentar a autorização do Ibama para o início das obras. "Quem é do Pará sabe, quem é do Norte sabe a importância dessa obra para que nós possamos garantir a navegabilidade do Rio Tocantins o ano todo e fazer com que, de Marabá até Barcarena, nós possamos fazer o rio navegável, impulsionando a nossa economia, gerando muito emprego, muita renda. Fazendo com que a logística do Pará seja cada vez mais estratégica."
Uma obra complexa e de grande impacto
O projeto inclui não apenas o derrocamento subaquático, com uso de explosivos industriais, mas também a instalação de canteiros de apoio, estruturas industriais e um paiol de explosivos. Devido à sensibilidade ambiental da região, rica em biodiversidade e de importância para comunidades tradicionais, o Ibama determinou que o início das atividades está condicionado à contratação de empresas especializadas em gestão ambiental e resposta emergencial.
Além disso, dados ambientais deverão ser reportados periodicamente ao Ibama. Esta primeira etapa servirá como um piloto da obra e a liberação da segunda etapa depende do êxito desta.
Conquista para Itupiranga e todo o Sul e Sudeste do Pará
A obra é histórica para todo o Sul e Sudeste, já que servirá como um canal gigantesco para o escoamento da produção mineral e agrícola da região. Porém, a expectativa é que Itupiranga seja o município mais beneficiado pelas obras.
Antes de começar, a obra de derrocamento do Pedral do Lourenço já é considerada uma das mais importantes para a história de Itupiranga. O município será o centro das operações das empresas responsáveis pelo derrocamento.
Portanto, empregos serão gerados e a cidade se tornará um verdadeiro canteiro de obras nos próximos anos. Um novo ciclo econômico durante e depois da obra.
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