O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) decidiu manter, por unanimidade, a condenação e a inelegibilidade do ex-deputado federal Wladimir Costa (Podemos) por violência política de gênero e extorsão contra a deputada federal Renilce Nicodemos (MDB-PA). O magistrado analisou o recurso apresentado pela defesa e concluiu que a medida tinha caráter protelatório. Por isso, aplicou multa ao ex-parlamentar e reforçou a validade das decisões anteriores.
Segundo o colegiado, Wladimir Costa utilizou redes sociais e transmissões ao vivo para atacar a parlamentar. Ele publicou ofensas misóginas e, além disso, exigiu dinheiro em troca para interromper as publicações. A Justiça entendeu que as condutas configuraram violência política de gênero e tentativa de extorsão.
Com a decisão, o ex-deputado segue inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. Ele responde ao processo em liberdade, mas usa tornozeleira eletrônica e precisa cumprir medidas cautelares. Entre elas, manter distância da deputada e evitar qualquer tipo de contato.
Em setembro de 2024, a Justiça condenou Wladimir Costa a 12 anos de prisão em regime fechado por crimes praticados contra Renilce. As penas incluíram quatro anos por violência política de gênero, cinco anos por extorsão e o restante por perseguição, violência psicológica e difamação majorada.
Depois, em setembro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará reduziu a pena e revogou a prisão preventiva em determinados contextos. Mesmo assim, o ex-deputado voltou ao sistema prisional após a revogação da prisão domiciliar.
Antes disso, em 2017, o TRE-PA já havia cassado o mandato de Wladimir Costa por unanimidade. A Corte identificou o uso de recursos ilícitos, conhecidos como caixa dois, durante a campanha eleitoral de 2014. A decisão também tornou o político inelegível por oito anos.
Em outro processo, a Justiça condenou o ex-parlamentar a nove meses de detenção em regime aberto por injúria e difamação contra o jornalista Basílio de Moraes. Os ataques ocorreram em 2017 e resultaram em nova punição em 2022.
Além disso, em janeiro de 2024, Wladimir Costa recebeu condenação por ofensas divulgadas na internet contra artistas. Esse episódio antecedeu a prisão preventiva realizada em abril do mesmo ano, quando agentes da Polícia Federal o detiveram no aeroporto de Belém por crimes eleitorais e violência política.
Mais recentemente, em maio de 2025, a Justiça revogou a prisão domiciliar e determinou o retorno do ex-deputado ao presídio de Americano, em Santa Izabel, no Pará. Já em janeiro de 2026, registros judiciais indicaram nova detenção após movimentações processuais, o que reforçou a sequência de decisões severas contra o ex-parlamentar.
Fonte/Créditos: Ascom/TJPA
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