O prefeito de Eldorado do Carajás, Wagne Machado (MDB), é um espécime raro de político nos dias atuais. O gestor de Eldorado do Carajás, município importante, mas que tem sofrido o diabo com gestões ruins desde a sua fundação, até tem redes sociais, quase 20 mil seguidores no Instagram, mas não utiliza a ferramenta desde 2024. De fato e com efeito, Wagne optou pelo silêncio em 2025: postou somente um esperado reencontro com o governador em maio e, desde então, nada. Nenhuma ação de governo, nenhum encontro político, nenhum trabalho sequer.
Há quem diga até que, pelo volume de problemas acumulados ao longo das décadas em Eldorado, pouco tempo sobra para alimentar as redes e comunicar ao seu público o que está acontecendo. No entanto, a verdade é que Wagne adotou a estratégia de se debruçar sobre o trabalho, encontrar soluções e atuar em silêncio pelo povo.
Concordando ou discordando do que o prefeito tem feito, a verdade é que a estratégia tem dado resultado. Repetindo a mesma receita de sucesso que praticou em Piçarra, quando foi prefeito entre os anos de 2013 e 2020, Wagne está reconstruindo Eldorado. Tijolo por tijolo, aos poucos, de forma exaustiva, porém necessária.
Primeiramente, Wagne fez uma auditoria completa nas contas do município. Apurou os resquícios de incompetência deixados pelas gestões passadas, colocou as contas em ordem, fez ajustes fiscais importantes e preparou o terreno para os investimentos que viriam em seguida nas mais diversas áreas.
Os investimentos
Eldorado é um colossal município do sudeste paraense. São mais de 3600 quilômetros de estradas vicinais e uma zona rural gigantesca. Wagne reconstruiu toda essa malha viária, resolveu problemas que já caducavam e desafogou a produção rural do município. Construiu bueiros, pontes de concreto e deixou estradas trafegáveis.
Como pelo menos metade da população de Eldorado vive na zona rural, o olhar para o campo foi fundamental para manter a produção em alta: o município produz muito leite, banana, mandioca e milho – uma agricultura familiar pujante. O mesmo Wagne fez em Piçarra, o que o tornou conhecido em todo o estado e o alçou a presidente da Amat e da Famep.
Além disso, valorizou profissionais da educação, reforçou a merenda escolar, fez mutirão de cirurgias eletivas e colocou o município para andar.
A gestão está totalmente equilibrada e, apesar do silêncio nas redes sociais, Wagne está aprovadíssimo, já que a sua aceitação é monitorada internamente por meio de pesquisas.
Em silêncio, o prefeito segue acertando. Talvez, a estratégia seja a certa para o momento da necessária reconstrução de Eldorado.
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