O pré-candidato ao Governo do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), tem reforçado seu discurso político pelos municípios do estado, buscando apontar alguns dos principais problemas, como infraestrutura, saúde e segurança pública.
Porém, Laurez se encontra hoje em uma sinuca de bico em relação à própria imagem política: a dificuldade em desvincular sua imagem do governo de Wanderlei Barbosa.
O vice-governador esteve visitando regiões de cidades como Miranorte e Pau D’Arco, apontando alguns dos principais problemas de infraestrutura. Mas, para cada crítica apresentada pelo político em suas redes sociais, um cidadão aponta uma contradição: “Por que você não fez?”.
É de conhecimento público o rompimento entre o governador e seu vice, marcado por trocas de farpas na imprensa, que chegaram a culminar com a transferência do gabinete do vice-governador para fora do Palácio do Araguaia, expondo uma ruptura na relação política de ambos aos olhos de toda a população tocantinense.
Na disputa política pelo controle do estado, enquanto Wanderlei anunciou Dorinha como sua sucessora, Laurez seguiu o caminho diametralmente oposto, lançando, de forma independente, sua pré-candidatura, com apoio do PSD e aval de Gilberto Kassab.
Mesmo que esse rompimento seja de conhecimento público, a população ainda não esqueceu: Laurez tomou posse como parte do governo, defendeu a gestão em diversos momentos, e aqui reside a contradição política e a questão central: como o pré-candidato pode se posicionar como oposição tendo sua imagem ainda fortemente associada ao governo?
A resposta parece residir não apenas no discurso, mas também na comunicação prática. Laurez deve explicar didaticamente essa contradição ao eleitorado, enfrentando a questão como ela é. Se o governo estadual é tão ruim, por que ele foi parte integrante da gestão? Quais são as diferenças entre ambos? O que Laurez pretende fazer pelo estado que, tendo tido a oportunidade de integrar a gestão, não fez ou, ao menos, não priorizou problemas sensíveis à população?
De certo, são perguntas que devem permear o debate público tocantinense até o dia das eleições.
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