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Quanto maior a história, maior a queda

Itupiranga está vendo um império ruir. Benjamin Tasca, candidato à reeleição, ensaia fim da carreira política em tons de sépia, tentando forçar popularidades nas redes e esbarrando no fiasco da própria gestão

Quanto maior a história, maior a queda
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Quanto maior a história, maior a queda. Assim contam os livros de história, sobre os grandes impérios que se formaram na história da humanidade e ruíram pelo tempo. Não há império que dure para sempre, não há líderes indestrutíveis ou invencíveis, quem sobe, um dia desce.

Itupiranga está enxergando isso muito de perto. Benjamin Tasca, prefeito, está em seu quinto mandato, é candidato à reeleição buscando o sexto. São décadas de poder, décadas como mandatário absoluto, um representante legítimo do status quo – o estado imutável das coisas.

No entanto, Benjamin desce uma ladeira em uma bicicleta sem frios. O guidão está vibrando e em breve vai começar a querer virar para ambos os lados num fluxo incontrolável. A pergunta não é se vai cair, é quando.

Não fosse Benjamin um personagem histórico tão relevante, a queda não seria tão abismal. No entanto, sendo quem é, o prefeito com mais dias no cargo em Itupiranga, Benjamin construiu um império político em torno de si.

No entanto, como não há império que dure para sempre, o de Benjamin está ruindo, caindo aos pedaços, buscando desesperadamente uma forma de se manter no poder.  No entanto, o eminente final de sua carreira política acontece de forma dramática, em tons de sépia. Para não naufragar, Benjamin se escora na máquina pública itupiranguense e até força popularidade nas redes sociais ao embarcar em trends e usar joviais óculos escuros e pirotecnia em sua convenção. Mas não cola.

Itupiranga sabe que não há nada de novo em Benjamin e cansou de esperar resultados melhores apostando nas mesmas coisas de sempre.

Itupiranga é incapaz de produzir empregos, o comércio clama por socorro e Benjamin está preso à velha forma de governar, sempre esperando por recursos; jamais indo atrás de novidades.

Se outrora era conhecido pela pontualidade fiscal, agora atrasa salário de servidores – em agosto, por exemplo, servidores da assistência social não haviam recebido seus proventos até o dia 15. Além disso, escândalos já denunciados por este mesmo jornal, como os caixões e outros tantos, dão o tom de fiasco à gestão.

Ainda sim, apesar de todos os problemas, Benjamin e seu grupo são apaixonados pelo poder e vão tentar a reeleição. Seja por vaidade, seja por pressão dos aliados mais próximos, o prefeito iniciou mais uma campanha eleitoral – a última de sua vida, ao que tudo indica.

Benjamin está prestes a comprovar a máxima de que não há líderes indestrutíveis e invencíveis – será derrotado em outubro e Itupiranga vai respirar o ar que surge em dias de esperança. A derrota de Leviatã, gigante mitológico, ecoará nos quatro cantos do Pará.

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Kleysykennyson Carneiro

Publicado por:

Kleysykennyson Carneiro

Editor-chefe do Gazeta Carajás. Com mais de 15 anos de atuação no jornalismo, sua trajetória inclui passagens por televisão, assessoria institucional e direção de grandes eventos.

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