A ponte sobre o Rio Araguaia, localizada na BR-230 entre Tocantins e Pará, em Araguatins, entrou em estado de atenção após novos relatórios técnicos apontarem sinais de desgaste estrutural e possível perda de rigidez. A situação motivou a intensificação da cobrança de autoridades sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que já foi acionado para adotar medidas preventivas e de monitoramento mais rigorosas.
O deputado federal Ricardo Ayres, do Republicanos-TO, reuniu-se nesta terça-feira, 14, com o diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, e entregou um novo ofício solicitando ações consideradas urgentes para garantir a segurança da estrutura. A iniciativa ocorre após o parlamentar receber informações técnicas indicando agravamento das condições da ponte, que é considerada estratégica para o escoamento de cargas entre Tocantins, Pará e Maranhão.
Nos documentos técnicos já encaminhados anteriormente ao deputado, foram apontados indícios de desgaste no concreto e possíveis falhas de rigidez na estrutura. Segundo nota técnica complementar citada nas comunicações, a ponte apresentaria cerca de 8% de redução na rigidez prevista em projeto, além de sinais de degradação como esfarelamento do concreto e exposição de armaduras metálicas.
Diante desse cenário, o novo pedido encaminhado ao DNIT reforça a necessidade de medidas imediatas, incluindo o aumento da fiscalização de peso sobre a travessia, a adoção de intervenções emergenciais de reforço estrutural, a ampliação da sinalização para usuários e a definição de um cronograma claro de ações. O parlamentar defende que as medidas são essenciais para evitar agravamento do quadro e reduzir riscos aos usuários da rodovia.
O DNIT, por sua vez, informou em manifestações anteriores que a ponte pode permanecer em operação, desde que respeitadas restrições rigorosas de tráfego. Entre as limitações estão o limite de 8,5 toneladas por eixo, peso bruto total de até 53 toneladas, restrição para veículos com mais de seis eixos e proibição de cargas especiais. O órgão também mantém orientação para que veículos pesados busquem rotas alternativas na região.
Entre as alternativas indicadas estão o uso da BR-153 com travessia em Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA), considerada totalmente pavimentada e sem restrições de carga na travessia; o desvio por Buriti do Tocantins com uso de balsa no Rio Tocantins e trechos não pavimentados até conexão com a MA-125; a rota por Esperantina (TO), com travessia por balsa no Rio Araguaia e acesso à TO-010; e o desvio pelo Maranhão, utilizando BR-010, MA-125 e BR-222, sem necessidade de balsas.
O DNIT afirma que equipes técnicas seguem monitorando continuamente a estrutura e que novas avaliações podem resultar em atualizações das restrições e recomendações de tráfego. Enquanto isso, cresce a pressão política por uma solução definitiva para a ponte, diante da preocupação com a segurança e da importância da ligação viária para a economia regional.
Fonte/Créditos: AF
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