Sem poder exercer a pesca durante o período da piracema e sem receber o benefício que garante a subsistência das famílias, pescadores de Marabá realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (19) em frente ao prédio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na Folha 31, Núcleo Nova Marabá.
O ato teve como objetivo cobrar o pagamento do Seguro-Defeso, cujas parcelas referentes a novembro e dezembro ainda não foram liberadas. De acordo com os manifestantes, a categoria permanece impedida de pescar, situação que compromete a renda de centenas de famílias da região.
Os pescadores chegaram ao local por volta das 6h e chegaram a bloquear temporariamente a entrada do prédio. Após a chegada da Polícia Militar e diálogo com os manifestantes, o acesso foi liberado sem incidentes.
Edvaldo Ribeiro da Cruz, conhecido como Picolé e presidente da Colônia de Pescadores Z30, destacou a importância da manifestação pacífica. “Queremos uma resposta clara sobre quando o Seguro-Defeso será pago”, afirmou, ressaltando que a categoria depende do benefício para se manter durante o período da piracema.
O Seguro-Defeso é destinado a garantir a renda dos pescadores quando a pesca é suspensa para proteger a reprodução dos peixes. Mais de 300 trabalhadores de Marabá e região são diretamente afetados pelo atraso.
O advogado da categoria, Fernando Geyr, explicou que o atraso se deve a mudanças administrativas e à falta de orçamento específico. Desde 2025, a responsabilidade pelo benefício passou do INSS para o Ministério do Trabalho e Emprego, mas sem autorização orçamentária, os recursos não foram liberados.
Geyr destacou que a situação só será regularizada com ação conjunta do Congresso Nacional e do Governo Federal, garantindo a aprovação do orçamento e a liberação dos pagamentos atrasados.
Fonte/Créditos: Correio de Carajás
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