A família de Pedro Francisco da Silva, de 53 anos, vive dias de angústia desde o desaparecimento do homem, ocorrido há aproximadamente um mês. Morador de Marabá, ele foi visto pela última vez após seguir para uma área rural na região de Buritirana, no sentido de Parauapebas, onde pretendia participar de uma ocupação organizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na esperança de conseguir um pedaço de terra.
Sem qualquer notícia desde então, a irmã dele, a vigilante Aurineide da Silva Oliveira, procurou a Correio de Carajás para pedir ajuda na divulgação do caso e ampliar as chances de encontrar Pedro.
Segundo ela, familiares receberam a informação de que a motocicleta utilizada por Pedro estaria abandonada e presa com um cadeado na região. No entanto, ao irem até o local indicado, não encontraram nem o veículo nem qualquer pista que pudesse indicar o paradeiro do homem.
“Fomos atrás, procuramos em outras fazendas da região e conversamos com pessoas que estavam por lá, mas ninguém soube informar o que aconteceu. Se alguém sabe de alguma coisa, não quer falar, e isso deixa a gente muito preocupada”, relatou Aurineide.
De acordo com a irmã, o desaparecimento é considerado incomum pela família. Embora Pedro passasse alguns períodos na zona rural, ele mantinha contato frequente com os familiares e costumava visitar a mãe regularmente, com quem morava ao lado de dois irmãos.
“Ele nunca passava tanto tempo sem aparecer. No máximo, em menos de uma hora ele chegava na casa da nossa mãe. Agora já faz quase um mês sem nenhuma notícia”, disse.
Separado e pai de cinco filhos, Pedro teria visto na ocupação a oportunidade de conquistar um terreno para morar. A família teme que ele possa ter sido vítima de algum incidente durante o período em que permaneceu na área.
Os familiares também procuraram pessoas ligadas ao acampamento, mas não obtiveram informações concretas sobre o paradeiro do trabalhador. Além disso, realizaram buscas em hospitais de Marabá, incluindo o Hospital Municipal e o Hospital Regional, porém sem encontrar qualquer registro.
A preocupação aumentou porque Pedro já havia desaparecido anteriormente. Na ocasião, ele foi encontrado internado em estado grave após ser agredido enquanto consumia bebida alcoólica em uma vila na região de Itupiranga. Segundo a irmã, o episódio deixou sequelas, entre elas um coágulo na cabeça.
“Da outra vez conseguiram entrar em contato porque ele estava com documentos e celular. Agora ele saiu sem celular e ninguém sabe onde ele está. Nossa mãe só quer uma resposta. Seja ele vivo ou morto, a gente precisa saber o que aconteceu”, desabafou.
Até o momento, a família providenciava o registro oficial do desaparecimento junto à Polícia Civil, conforme orientação das autoridades.
Fonte/Créditos: Correio de Carajás
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