Após três meses de gestão, o prefeito de Nova Ipixuna, Everton Macias (MDB), enfrenta críticas nas redes sociais relacionadas a diversos setores municipais, incluindo saúde, educação, economia e infraestrutura. Conforme chegam aos montes denúncias à redação do Gazeta Carajás, há ainda problemas com fornecedores e até com servidores públicos municipais.
Mas será que o prefeito tem culpa disso tudo? Culpa não, evidentemente.
Everton assumiu a gestão de Nova Ipixuna há menos de 100 dias. Todos os problemas que hoje ele enfrente advém da gestão passada, de Graça Matos. Apesar de ser o indicado da gestão passa e o candidato que representava a continuidade, Everton não é Graça; tempo é necessário para que tudo seja colocado em perspectiva e soluções práticas sejam encontradas.
Nova Ipixuna tem problemas complexos, crônicos e tem, entre os 39 municípios da região, a oitava menor economia. Diante disso, encontrar soluções viáveis para educação, economia e desenvolvimento econômico são tarefas hercúleas, que levam tempo e requerem algo que Everton tem buscado fora das fronteiras de Nova Ipixuna: articulação política.
É inegável que o prefeito está andando a Belém e Brasília atrás de recursos para o município e até conseguiu ostentar nas redes sociais algumas conquistas relevantes, como uma ambulância para a cidade e kits escolares com mesas e cadeiras.
Everton não tem culpa, porém tem responsabilidade já que é o gestor. É prematuro e até desleal culpa-lo por tudo. Entretanto, a cada dia que passa o gestor tem mais responsabilidade com o futuro de Ipixuna.
No tribunal das redes socais, Everton deve ser absolvido. Respondendo à manchete desta análise, Nova Ipixuna não se arrependeu de tê-lo elegido, sua popularidade ainda está alta e o seu legítimo esforço para resolver problemas tem sido notado. Porém, o prefeito sabe que cobranças devem ser feitas a quem pode resolvê-las: ele próprio.
É preciso dar tempo ao tempo e tempo a Everton.
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