A corrida eleitoral de 2026 já teve início. De um lado, Hana Ghassan, candidata governista escolhida de forma estratégica por Helder Barbalho. Do outro, Dr. Daniel, prefeito de Ananindeua, que ganhou popularidade por ser oposição ao governo. E só.
Não há espaço para terceira via no Pará. Muito se engana quem pensa que um Mário Couto, ou um Jatene ou mesmo um Éder Mauro podem surgir de forma competitiva para a disputa. A tendência é que haja um esmagamento de qualquer candidatura que se proponha a ser uma terceira via.
Pesquisa feita pela Real Time Big Data em fevereiro mostra que a vice-governadora está na dianteira, seguida por Dr. Daniel. O levantamento até mostra força de algumas candidaturas, como a de Paulo Rocha e de Mário Couto, que talvez nem sejam candidatos.
Terceiras vias surgem quando há candidatos, em certa medida, tão competitivos quanto as duas primeiras opções. Não há hoje essa possibilidade no estado. O que há hoje é o forte grupo governista, que deve eleger dois senadores, mais de 50 deputados e que é o favorito na disputa pelo executivo.
E o outro é a onda oposicionista, natural, que existe em qualquer espaço democrático. É forte pelo próprio discurso contrário às ideias do primeiro.
Diante da polarização, não sobra espaço para mais ninguém.
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