Nas últimas semana, uma informação tomou conta dos noticiários e assustou muita gente: a cidade de Maceió, capital de Alagoas, está afundando. A causa é o colapso de uma mina de extração de sal-gema da mineradora Braskem no Bairro do Mutange, que tem gerado riscos sem precedentes à população. Mais de 200 mil pessoas foram afetadas direta e indiretamente por um dos maiores crimes ambientais em solo urbano do mundo.
Entretanto, o que isso tem a ver com Canaã dos Carajás?
Como todos sabem, Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, virou o “paraíso” da mineração e do garimpo ilegal de ouro e cobre. Mas vale ressaltar que são diversos os impactos ambientais causados pela mineração, como a alteração da paisagem e a contaminação do solo, do ar e dos recursos hídricos.
Daí, surge dúvida: a mineração poderá afundar Canaã dos Carajás futuramente? O Gazeta Carajás levou o questionamento a especialistas. Segundo um engenheiro agrônomo, consultado, o canaense pode dormir tranquilo, pois o mesmo não acontecerá em Canaã.
Isso devido às características físicas e de estruturação dos solos que são diferentes, juntamente com a diferença das duas extrações devido o minério de ferro ser retirado de forma sólida.
A reportagem também ouviu o geólogo Leonardo Brasil, atualmente vice-diretor do curso de Geologia da Unifesspa em Marabá, que reafirma a resposta do engenheiro, informando ainda que em Canaã dos Carajás as minas são a céu aberto, o oposto das minas em Maceió.
Ou seja, em Canaã, o problema não deve se repetir, conforme explicaram os especialistas. Ainda assim, os questionamentos são válidos, visto que a mineração avança mais a cada dia e preocupa comunidades em todo o planeta.
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