Em entrevista ao Poder360, o infectologista Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), avaliou que a ampliação da cobertura de antibióticos no tratamento de Jair Bolsonaro pode indicar que a resposta inicial do organismo não ocorreu na velocidade esperada pela equipe médica.
Segundo Chebabo, o acompanhamento de quadros infecciosos é feito por meio de marcadores inflamatórios, como o PCR e o VHS, exames laboratoriais que medem o nível de resposta do organismo ao tratamento. Em geral, a melhora clínica costuma aparecer cerca de 48 horas após o início da antibioticoterapia. Quando essa resposta não ocorre, os médicos optam por ampliar o espectro dos antibióticos, utilizando medicamentos capazes de combater também bactérias consideradas atípicas.
Ao comentar o caso específico de Bolsonaro, o infectologista mencionou ainda o risco de broncoaspiração. Para ele, é pouco provável que a prisão no Complexo Penitenciário da Papuda tenha contribuído de forma determinante para o agravamento do quadro.
“O risco de broncoaspiração é inerente ao seu caso abdominal”, afirmou.
Chebabo acrescentou que fatores emocionais podem influenciar a recuperação, mas não necessariamente são determinantes. “Claro que o estresse da prisão pode piorar a situação, mas não acredito que o fato de estar preso tenha contribuído de forma importante. Até porque, em sua casa, ele também estaria privado de liberdade”, disse.
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