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Itupiranga: Licitação para compra de caixões pode enterrar de vez prefeito Benjamin Tasca

Benjamin e equipe firmaram contrato para 'torrar' mais de R$ 2 mi comprando caixões. Detalhe: endereço da empresa vencedora da licitação nem bate com o informado em contrato. Vereadores estão prontos para abrir CPI

Itupiranga: Licitação para compra de caixões pode enterrar de vez prefeito Benjamin Tasca
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Com menos de 50 mil habitantes, Itupiranga pode faltar coveiros e cemitérios, o que não falta é caixão. Isso porque o prefeito Benjamin Tasca, de 72 anos que está em seu quinto mandato e já protagonizou vários escândalos em sua gestão, decidiu enterrar de vez a população itupiranguense.

O prefeito autorizou e homologou uma licitação de nada mais, nada menos que R$ 2.079,180,00 para a compra de caixões. Veja abaixo os dois contratos:

Contrato n° 20210162

Contrato n° 20210163

Caso você não saiba quanto custa um caixão simples, é possível encontrar opções a partir de R$ 600,00. Com o valor licitado, daria para comprar 3.465 caixões diretos do fabricante.

O contrato n° 20210162, no valor de R$ 1.039.590,00 foi firmado por meio da Secretaria de Promoção Social com a empresa EMILLE KAROLAYNE DA SILVA NEVES.

Já o contrato n° 20210163, no valor R$ 1.039.590,00, também foi assinado em 05 de Maio de 2021, por Benjamin Tasca e Wanderil Lima, à época secretário de Saúde com a mesma empresa.

Não é só valor escandaloso que assusta. O que também chama atenção daqueles que tiveram acesso aos contratos é o fato da empresa EMILLE KAROLAYNE DA SILVA NEVES ter como endereço de funcionamento a Rua Limeira, 352, Bairro Novo, Itupiranga – Pará, onde deveria funcionar a funerária. O local, na verdade, é uma residência como se pode ver na foto abaixo.

Suposta sede da empresa dos caixões

 

Diante de mais um escândalo envolvendo licitações no município, os comentários que surgem, é que, pela sua saúde fragilizada, o prefeito Benjamin Tasca perdeu o controle do próprio mandato e quem está pagando o preço é o cidadão de Itupiranga.

Em contato com três vereadores, todos afirmaram que estão em posse do contrato. De acordo com eles, pelo valor e a quantidade de caixões licitados, a denúncia será levada ao Ministério Público, caso não consigam assinaturas suficientes para a abertura de uma CPI, que já tem até nome prévio “SEGURA NA MÃO DE DEUS E VAI” - uma alusão ao louvor muito usado nas machas fúnebres.

 

 

 

 

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Kleysykennyson Carneiro

Publicado por:

Kleysykennyson Carneiro

Editor-chefe do Gazeta Carajás. Com mais de 15 anos de atuação no jornalismo, sua trajetória inclui passagens por televisão, assessoria institucional e direção de grandes eventos.

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