Em um ano marcado por eventos que vão desde tragédias humanas e ambientais até conquistas logísticas e momentos históricos para a região, a equipe do Portal Gazeta Carajás apresenta sua retrospectiva completa de 2025. Sob a apresentação dos repórteres Nayane Silva, Giovanna Noláscio e Eric Vaccaro, o levantamento mês a mês revela a força e a complexidade do noticiário local e estadual.
O Gazeta Carajás se consolidou como um dos mais importantes e abrangentes portais de notícia do Pará, o mais municipalista do Brasil, e se prepara para expandir a outros estados, como Tocantins e Maranhão. A empresa hoje possui profissionais destacados nas capitais Belém, São Luís e Palmas, e correspondentes em diversas cidades do Pará.
Relembre abaixo um pouco do que foi notícia em 2025.
O ano começou em janeiro com a celebração da posse de prefeitos e presidentes de Câmaras Municipais em todo o país, com cobertura focada no Sul e Sudeste do Pará. No mesmo mês, porém, a região foi impactada por duas graves notícias: o tenso resgate de três garimpeiros soterrados em uma mina clandestina em Canaã dos Carajás, que terminou com a morte de um quarto garimpeiro por eletrocução, e o sepultamento de Cássia Tavares e sua filha Cecília, de 3 anos, vítimas do massacre da Ponte JK.
Fevereiro registrou uma tragédia no trânsito de Marabá, com um jovem embriagado atropelando e matando um senhor de 83 anos, e fugindo sem prestar socorro. Na política, foi inaugurado o segundo trecho da Transcarajás. A BR-155, no entanto, enfrentou um grave problema com um trecho completamente tomado entre o Posto 70 e Sapucaia, paralisando o tráfego por meses.
O Carnaval colocou o Pará em evidência nacional, com a Grande Rio homenageando o estado no Rio de Janeiro, tendo o governador Helder Barbalho (MDB) presente. A escola ficou em segundo lugar, perdendo por apenas 0,2 ponto. Em março, aconteceu a eleição da diretoria da AMAT Carajás, que elegeu o prefeito de Cumaru do Norte, Nego, como presidente. O mês também foi marcado por fortes chuvas que causaram estragos e estados de emergência em Tucuruí, Marabá e São Félix do Xingu.
Abril foi marcado pela tensão em Cumaru do Norte durante a operação de desintrusão da Terra Indígena Kayapó, conduzida pelo Exército. Enquanto isso, em Água Azul do Norte, foi inaugurado o primeiro trecho asfaltado da rodovia Transcanadá. A Agência Nacional de Mineração (ANM) cobrou da Vale R$ 3,8 bilhões referentes a supostas divergências no pagamento da CFEM.
Em maio, o Movimento Sem Terra paralisou a Estrada de Ferro Carajás em Parauapebas por mais de 30 horas, causando prejuízos milionários. O mundo das artes chorou a morte do renomado fotógrafo Sebastião Salgado. Em Goianésia do Pará, um filho matou a própria mãe em um caso que chocou a cidade.
Junho trouxe notícias da mineração: a Vale obteve licença para o projeto Bacaba, de cobre, e a Justiça Federal aceitou analisar um pedido do MPF para suspender a licença ambiental para explosões no Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins, paralisando a obra. A Polícia Civil deflagrou uma grande operação com 100 prisões em 30 municípios.
Julho teve uma reviravolta política em Tucuruí, com o STF reconduzindo Alexandre Siqueira ao cargo de prefeito. Um grave acidente em São João do Araguaia tirou a vida de cinco pessoas. O governador Helder Barbalho e o prefeito de Itupiranga, Wagno Godoy, impediram pessoalmente uma invasão de terras no município.
Em agosto, o prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel, foi afastado por dois dias após operação do Gaeco/MPPA. Em Santana do Araguaia, pescadores denunciaram a suposta contaminação do Rio Cristalino. Em Canaã, um motorista embriagado atropelou e matou um casal de motociclistas. Na política de Parauapebas, o vice-prefeito João Tatagiba rompeu com o prefeito Toni Cunha. No setor mineral, a turca Corex Holding comprou os ativos de cobre e ouro da BHP em Carajás.
Setembro teve investigação do Gazeta Carajás sobre esquema de restaurantes caros em rotas de ônibus. A Vale elevou a capacidade do projeto Onça Puma em 60%. Em Marabá, a influenciadora Gaby Bogéa e outros quatro foram condenados a mais de 70 anos de prisão pela morte de um joalheiro.
Outubro foi marcado por uma reportagem exclusiva do portal sobre um caso de intoxicação por bebida adulterada, que repercutiu nacionalmente. Em Parauapebas, um subtenente da reserva foi assassinado, levando a uma megaoperação policial. Em Belém, o assassinato brutal de uma criança de 6 anos, encontrada em uma mala, comoveu o país.
Novembro colocou o Pará no centro do mundo com a realização da COP30 em Belém. O mês também viu a inauguração da tão aguardada ponte sobre o Rio Araguaia, ligando São Geraldo do Araguaia (PA) a Xambioá (TO). No tribunal do júri, o tatuador William Souza foi condenado a 17 anos pelo feminicídio de Flávia Alves.
Para fechar o ano, dezembro registrou o chocante caso do estupro e assassinato de uma criança em São Félix do Xingu. Em contrapartida, a Justiça autorizou a retomada das obras de derrocagem do Pedral do Lourenço.
Comentários: