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Família recusa vender terreno após descoberta de possível petróleo no Ceará

Caso seja confirmado petróleo, família pode receber até mais de R$ 1 milhão por mês em compensações

Família recusa vender terreno após descoberta de possível petróleo no Ceará
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O agricultor Sidrônio Moreira, morador de Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará, pode estar diante de uma descoberta valiosa. Em novembro de 2024, ao perfurar um poço em busca de água em sua propriedade rural, ele encontrou um líquido escuro, viscoso e com odor característico, semelhante ao petróleo.

A substância foi identificada antes mesmo de o agricultor atingir o lençol freático. Intrigado, Sidrônio decidiu abrir um segundo poço, onde novamente encontrou o mesmo material. Diante da repetição, as perfurações foram interrompidas.

O caso passou a ser acompanhado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que coletou amostras do material para análise. O órgão também orientou que os poços permaneçam isolados até a conclusão dos estudos, como medida de segurança.

Enquanto aguarda o resultado oficial, a família optou por não realizar novas escavações. Desde a descoberta, Sidrônio passou a receber propostas para vender a propriedade, mas decidiu manter a terra, descartando qualquer negociação no momento.

Mesmo que seja confirmado que a substância encontrada é petróleo em quantidade comercialmente viável, o agricultor não poderá explorá-la por conta própria. No Brasil, os recursos minerais, incluindo o petróleo, pertencem à União, independentemente de estarem localizados em terras privadas.

A exploração só pode ser realizada por empresas autorizadas pelo governo federal, por meio de concessões ou contratos regulados.

Apesar de não poder explorar diretamente o recurso, o proprietário do terreno tem direito a receber uma compensação financeira, conhecida como “participação do proprietário do solo”. Esse valor geralmente varia entre 0,5% e 1% da receita da produção.

Além disso, também podem ser pagos valores adicionais pelo uso da área e por eventuais danos causados pela atividade de exploração.

Caso a presença de petróleo seja confirmada e a exploração se torne viável, a renda mensal de Sidrônio pode variar significativamente. Estimativas indicam que ele poderia receber desde cerca de R$ 60 mil até mais de R$ 1 milhão por mês, dependendo do volume de produção.

A maior parte da receita gerada, no entanto, fica com a União. Parte dos recursos também é distribuída a estados e municípios na forma de royalties, além dos lucros destinados às empresas responsáveis pela extração.

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Giovanna Noláscio

Publicado por:

Giovanna Noláscio

Repórter e redatora da Gazeta Carajás, destaca-se pela entrega e conexão com temas urgentes da região. Com experiência em coberturas intensas, como o resgate de garimpeiros em Canaã e a política no Sul e Sudeste do Pará, une sensibilidade e...

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