Como já adiantamos em outras matérias, o desgaste politico e moral do prefeito Benjamin Tasca aumentam a cada dia. A fragilidade do mandatário é notória e isso fica ainda mais perceptível quando ele não consegue demitir o seu secretário de Educação - com quem não troca sequer um bom dia há mais de três meses.
A crise envolvendo Benjamin e Artur Oliveira começou no início do semestre, quando o líder de governo na Câmara, vereador Edilson Santos, motivado pelo prefeito Benjamin Tasca e alguns secretários, usou a tribuna da Câmara e por lá ameaçou abrir a pasta preta da corrupção na Semed, caso o secretário não pedisse demissão do cargo. O movimento abriria espaço para o professor Jordão Martins assumir a pasta. Ameaçado, o secretário de educação Artur Oliveira usou interlocutores para comunicar o grupo de algozes que, caso fosse demitido sumariamente, cairiam todos, e não sobraria pedra sobre pedra.
Isolado dentro da Câmara, o líder de governo, assim como o prefeito Benjamin Tasca, viu a estratégia pegar o Pedral do Lourenço e descer rio abaixo, até mesmo porque Artur Oliveira é uma indicação do vereador Wagno Godoy e do empresário José Euzébio, que detém várias licitações no governo Benjamin Tasca, inclusive o transporte escolar.
Acuado, ameaçado e sem forças, Benjamin Tasca e o secretário de Infraestrutura, Paulo Barros, recém-excluído das mídias da prefeitura, vivem rezando para chegar o fim do ano e para colocarem em pratica a vingança contra Artur. A sugestão feita por Barros e acatada pelo prefeito seria demitir todos os secretários no dia 31/12 para chama-los de volta em janeiro de 2024, assim ficaria fácil se livrar do professor Artur Oliveira e nomear Jordão Martins para SEMED.
No entanto, o outro grupo ligado ao prefeito e que defende a permanência de Artur garante que, no caso de demissão, não será Jordão Martins o secretário, e sim, uma mulher importada de Parauapebas, a qual o nome é mantido em segredo e guardado a sete chaves.
Enquanto isso, os adversários surfam na onda de impopularidade de Benjamin, que a cada dia assiste inerte o sonho da reeleição descer água abaixo.
Por falar em baixa popularidade, pessoas ligadas ao prefeito estão preocupadas com os próximos eventos do gestor. Isso porque Benjamin não consegue levar ninguém aos seus eventos e vinha usando alunos das escolas publicas, até mesmo crianças, para fazer volume em suas aparições. Com o período de férias, provavelmente os eventos públicos do prefeito serão suspensos até a volta das aulas em 2024.
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