O ex-prefeito de Bom Jesus do Tocantins, Sidney Moreira, veio a público se manifestar após declarações feitas pelo atual prefeito do município, Jeilson Reis, durante participação em um programa de podcast. Na ocasião, o gestor afirmou que a administração municipal teria sido deixada com uma dívida, fazendo referência a gestões anteriores. Jeilson Reis assumiu a prefeitura em 2025.
Em reação às declarações, Sidney Moreira utilizou as redes sociais para apresentar sua versão dos fatos e contestar as afirmações do atual prefeito. Segundo o ex-gestor, sua administração foi encerrada com as contas em dia, cumprimento das obrigações fiscais e recursos disponíveis em caixa, conforme relatórios protocolados junto aos órgãos de fiscalização.
Em publicação nas redes sociais, o ex-prefeito declarou:
“Na minha gestão, entreguei o município com suas contas em dias, no que diz respeito às suas obrigações e responsabilidade fiscal, deixei dinheiro em contas, como está em relatórios protocolados na Câmara de Vereadores de Bom Jesus do Tocantins, MP, TCM e TCE que são órgãos fiscalizadores, além de ter feito uma transição de governo prestando contas com a nossa população, mas eu já sabia que o governo que assumiria não teria a mesma responsabilidade pois já tava comprometido com a compra de votos, levando assim o município para o sacrifício fiscal e assim traria mesmo que tardiamente o caos social, principalmente na saúde, educação e infraestrutura. É preciso ter responsabilidade com as famílias do município.”
Sidney Moreira também afirmou que realizou o processo de transição administrativa de forma transparente, com prestação de contas à população e aos órgãos competentes, e ressaltou que os documentos oficiais comprovariam a situação fiscal do município ao final de seu mandato.
O atual contexto político de Bom Jesus do Tocantins tem sido marcado por dificuldades administrativas e econômicas. O prefeito Jeilson Reis assumiu o cargo em 2025 com pouca experiência em gestão pública, fator que, na prática, contribuiu para um ano considerado negativo do ponto de vista econômico. Ao longo de 2025, o município registrou sucessivas quedas na geração de empregos formais, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O ápice ocorreu no mês de maio, quando o número de desligamentos superou o de novas admissões, resultando em um saldo negativo de 53 demissões formais. A inabilidade política, aliada à falta de popularidade do atual gestor, culminou em um ano problemático para o município.
Comentários: