Uma empresária do município de Breu Branco encontrou a equipe do Gazeta Carajás neste final de semana e iniciou uma conversa amistosa e empolgada. Ela explicou que viu o Canaã Cidade Junina por meio do Gazeta Carajás e que ficou impressionada com a estrutura do evento promovido pela Prefeitura Municipal. Nossa equipe explicou a ela que o junino começou no dia 26 de junho e só terminará em 13 de julho, portanto 18 dias depois. Ela se mostrou entusiasmada e afirmou que estará na cidade para ver as apresentações nacionais no próximo final de semana, nos despedimos e não a encontramos mais.
A 400 quilômetros de Canaã, uma comerciante percebeu o porte do maior evento junino da região, quer estar na cidade pelo menos um dia para conhece-lo e está empolgada com a possibilidade de ver de perto tal estrutura. O ocorrido comprova que o instinto da prefeita Josemira Gadelha estava correto quando decidiu, quatro anos atrás, que tornaria Canaã uma cidade junina. Para além das críticas infelizes e ineficazes de uma irrelevante oposição, o evento não é pão e circo. Trata-se de economia e, mais do que isso, diversificação econômica.
Hoje, Canaã dos Carajás é famosa não mais apenas pelo minério de ferro, pela atuação ampla da Vale e pelas oportunidades de emprego no setor. Canaã é famosa também por eventos de grande estrutura, pela gastronomia amplamente divulgada, pelas possibilidades no ensino superior, por ser a terra que vai abrigar um aeroporto internacional e pela expansão agropecuária.
Diversificação econômica é palavra de ordem
Destacando primeiros os eventos, Canaã realiza o Cidade Junina, já projetando a maior Feira Agropecuária da Região. Serão dias de um movimento frenético, com artistas nacionais da primeira prateleira da indústria cultural, leilões, exposições voltadas ao setor rural. A ExpoCanaã é o exemplo mais claro de que a Terra Prometida é forte também na produção rural.
Na sequência, já haverá a Feira de Negócios do Município, o já tradicional maior circuito de Natal do interior do estado, réveillon e o ciclo se repete. O calendário cultural é extenso – não há finais de semana sem algum tipo de evento promovido pela Funcel.
Na educação superior, estudantes de todo o estado já migram para Canaã para os estudos. A oferta de cursos superiores cresce a cada ano e uma nova economia surge no entorno deste setor.
Na questão logística, o aeroporto deve começar a ser construído ainda este ano, há estradas como a Transcarajás e a Transcanadá, prontas ou já quase concluídas, que transformam uma Canaã, que antes era isolada, em um verdadeiro entroncamento logístico.
Um detalhe importante: todas essas novas vertentes, ao contrário da questão mineral, são sustentáveis, ou seja, funcionam para sempre e só tendem a crescer com os anos.
Uma das maiores economias do mundo e o futuro
Não é à toa que Canaã já se aproxima dos 100 mil habitantes. Isso não está nos dados oficiais, evidentemente, mas se sabe por levantamentos do SUS e das escolas que a população já é quase deste tamanho.
A população tende a crescer nos próximos anos e novos negócios chegam para a Terra Prometida. Novos negócios geram mais empregos, mais arrecadação e o que se vê é uma inquebrável roda vida econômica.
A diversificação econômica, plano audacioso, porém palpável, proposto por Josemira Gadelha, colocará Canaã dos Carajás entre as maiores economias do planeta em alguns anos. Lembra muito o potencial de Canaã o da região Sul do Brasil, que utiliza da neve à agricultura, passando pela produção rural, à indústria automobilística para alavancar a própria economia. A região sul é a 38ª economia do planeta e a diversificação é o caminho.
Nos próximos 10 anos, Canaã vai poder se sentar à mesa dos municípios diversificadores no mundo, o que deve ser ainda maior a cada década. O minério ainda será parte importante desta economia, porém, daqui a 100 ou 200 anos, quando houver o esgotamento das minas, nossos tataranetos poderão lidar melhor com a ausência da exploração mineral. A história de séculos adiante está sendo escrita agora na consolidação de novas vertentes econômicas – eles agradecerão aos seus ancestrais, nós, no caso.
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