O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (CREA-PA) participou, nesta sexta-feira (14), do painel “A Força do Garimpo Sustentável: Como a Regularização Reduz Impactos e Gera Renda na Amazônia”, promovido pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), na Green Zone da 30ª Conferência da ONU Sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém.
Durante o evento, a presidente do CREA, Adriana Falconeri, o engenheiro de minas, Artur Silva, e o engenheiro florestal Pedro Henrique debateram como o garimpo sustentável deve ser um novo modelo econômico para o sudeste e sudoeste do Pará.
“Nós [CREA] somos imprescindíveis pra qualidade de vida da população, pra dar segurança à avaliação dos mais variados serviços técnicos”, disse a presidente Adriana. “Sempre que você tiver dúvidas de um serviço de engenharia, entre em contato com um de nossos inspetores pra receber um parecer completo e seguro.”
O chamado garimpo sustentável na região sudeste do Pará é um conjunto de práticas e regras que buscam conciliar a extração mineral feita por garimpeiros com a preservação ambiental, a legalidade e a redução de impactos sociais. Na prática, isso significa operar somente em áreas autorizadas pelo Estado, com licenciamento ambiental, respeito às normas da Agência Nacional de Mineração e uso de técnicas que reduzam o desmatamento, a degradação do solo e a contaminação de rios, especialmente pelo mercúrio, que historicamente é um dos maiores problemas do garimpo na Amazônia.
Na região sudeste do Pará, onde a atividade garimpeira é tradicional e socialmente importante, o termo também envolve a tentativa de formalizar cooperativas e associações de garimpeiros, melhorar a rastreabilidade do ouro e incentivar tecnologias de recuperação de áreas degradadas. A ideia é que o garimpo deixe de ser uma atividade predatória e clandestina e passe a operar dentro de parâmetros legais e socioambientais mais rígidos, ainda que, na prática, a implementação plena desse modelo seja um desafio.
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