Após quase quatro anos de espera, a Justiça condenou Wellington de Jesus, conhecido como “Kekê”, a mais de 25 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato de Sidcléia Samira Veras Santos. O julgamento foi realizado nesta quinta-feira (18) e marcou o desfecho judicial de um caso que causou grande comoção na região.
Samira foi encontrada morta em sua residência no dia 20 de janeiro de 2023. Na ocasião, a cena indicava inicialmente um possível suicídio, já que a vítima estava suspensa por uma corda presa ao pescoço. No entanto, o avanço das investigações levantou suspeitas sobre as circunstâncias da morte.
Ao longo do inquérito, a Polícia Civil reuniu elementos que apontaram para a participação de uma terceira pessoa no crime. A partir das análises e diligências realizadas pela equipe responsável pelo caso, as investigações passaram a indicar Wellington de Jesus, que era amigo da vítima, como principal suspeito.
Segundo a acusação, Samira teria sido dopada com clonazepam, medicamento de efeito sedativo, o que teria reduzido sua capacidade de reação e facilitado a execução do homicídio. Outro elemento considerado durante a investigação foi a venda da motocicleta da vítima por um valor abaixo do mercado, com pagamento realizado via PIX para uma conta bancária vinculada a um familiar do acusado.
Com o avanço das apurações, Wellington teve a prisão decretada e permaneceu à disposição da Justiça até a realização do julgamento.
A sessão foi acompanhada por familiares e amigos de Samira, que aguardavam a conclusão do processo desde 2023. Ao final dos trabalhos, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do acusado, resultando na condenação superior a 25 anos de prisão em regime fechado.
Após a decisão, familiares da vítima utilizaram as redes sociais para prestar homenagens a Samira e manifestar sentimento de justiça diante da condenação. A defesa do condenado ainda poderá recorrer da sentença.
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