Notícias do Pará, Tocantins e Maranhão | Gazeta Carajás

MENU

Notícias / Saúde

Câncer deve duplicar até 2050 e atingir 35 milhões de casos anuais, alerta OMS

Levantamento global também mostrou disparidades socioeconômicas graves no acesso a tratamentos e medicamentos prioritários

Câncer deve duplicar até 2050 e atingir 35 milhões de casos anuais, alerta OMS
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Um levantamento global da Organização Mundial da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (8), projeta um cenário alarmante para as próximas décadas com a duplicação dos diagnósticos de câncer até o ano de 2050. Sem medidas preventivas imediatas, as estimativas apontam para uma elevação expressiva que pode atingir a marca de 35 milhões de novos registros anuais da enfermidade.

O relatório desenvolvido pela Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer enfatiza as profundas disparidades socioeconômicas no tratamento e diagnóstico da segunda doença que mais mata no mundo. Enquanto nações ricas oferecem ampla assistência e medicamentos modernos, os países em desenvolvimento sofrem com a escassez crítica de remédios prioritários e suporte médico.

A desigualdade de renda e de localidade geográfica reflete diretamente nas taxas de sobrevivência dos pacientes acometidos por tumores malignos. Estatísticas de monitoramento do câncer de mama revelam que as chances de recuperação pós-diagnóstico caem significativamente em regiões desfavorecidas.

Paralelamente, o avanço da patologia está associado a fatores modernos como o sedentarismo, a obesidade, a má alimentação e a poluição atmosférica generalizada. O tipo pulmonar permanece como o tumor mais letal mundialmente, seguido de perto pelas variações colorretal, de próstata e de mama.

A direção da entidade internacional reforça que a superação da doença não deve ser condicionada pelo poder aquisitivo ou pela origem do cidadão. Para reverter o atual panorama, especialistas cobram o fortalecimento de políticas públicas e a integração das terapias oncológicas aos sistemas universais de saúde.

O enfrentamento eficaz da carga do câncer nas futuras gerações exige investimentos urgentes na capacitação profissional e na pesquisa voltada ao interesse público. O foco do planejamento governamental deve centralizar o bem-estar dos pacientes e garantir o acesso equitativo às inovações médicas em todas as comunidades.

Comentários:

Sergio Manoel

Publicado por:

Sergio Manoel

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!