Em mais uma tentativa de resgatar a própria imagem, o prefeito de Itupiranga, Benjamin Tasca vai gastar uma boa grana no réveillon do município. Segundo o que foi divulgado no Portal da Transparência, o gestor vai gastar R$ 132 mil. O valor impressiona, porém fecha com chave de ouro um ano marcado por contratos altíssimos – como o dos caixões.
Alguns fatos intrigantes sobre a contratação para a virada do ano: ela está sendo feita por pessoa física, por meio de inexigibilidade de licitação, com o emprego da fundamentação legal que denota a necessidade de comprovação, além de outros quesitos, de o contratado ser “consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública”, o que não parece ser o caso, já que não houve pesquisa de opinião pública e não há consagração pela crítica.
A reportagem entrou em contato com alguns moradores da cidade para saber sobre o conhecimento da notoriedade da atração de nome “APARELHAGEM LUXUOSO TAMATA”, e as respostas mais comuns foram: “nunca nem ouvir falar”, revelando um cenário totalmente incompatível com o que prevê a norma geral de licitações para o caso de contratação usando a inexigibilidade.
Enquanto isso, a população está à espera do término de obras importantes, do abastecimento do comércio local com o escoamento da produção em estradas melhoradas, e de atendimento à saúde mais humanizado, sem a necessidade de aquisição de medicamentos tirando dinheiro do próprio bolso - as unidades de saúde em Itupiranga sofrem com a ausência de suprimentos necessários para manutenção das atividades de rotina.
Falta agora, contra os fatos, a gestão de Benjamin tentar desmentir que está contratando duas carretinhas de som por R$ 132 mil reais, por pessoa física, o que ainda lhe dará a obrigação de pagar mais 20% de INSS Patronal, já que a contratação tem incidência de prestação de serviço. Ou seja, se não burlar a legislação, Benjamim ainda tem que fazer a prefeitura arcar com mais R$ 26 mil.
As respostas da gestão a esses descasos noticiados não têm agradado muito as pessoas, já que há um padrão mais preocupado em atacar o jornalismo do que resolver os problemas evidenciados e provados. A produção argumentativa utilizada nas notas, tentando esclarecer algo, mais parece um discurso político em meio ao caos, buscando de qualquer forma um pano de fundo para as razões do pior mandato que Benjamin já conduziu.
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