As buscas por Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam 42 dias sem que haja informações concretas sobre o paradeiro das crianças. O caso ocorreu em Bacabal, no interior do Maranhão, e mobiliza uma grande força-tarefa desde o desaparecimento.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão permanecem atuando diariamente nas áreas mapeadas no início das operações. Os agentes têm refeito rotas já percorridas, realizando varreduras detalhadas na mata em busca de qualquer vestígio, como roupas ou objetos, que possa ajudar a esclarecer o trajeto feito pelas crianças e reduzir a área de procura.
Em regiões de difícil acesso, as equipes contam com o apoio de helicóptero e drones para ampliar o alcance das buscas. O último rastro identificado por cães farejadores levou até uma cabana abandonada, conhecida pelos policiais como “casa caída”, localizada a cerca de 3,5 quilômetros, em linha reta, da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, ponto onde os irmãos e o primo, Anderson Kauã, foram vistos pela última vez.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil do Maranhão, que instituiu uma comissão especial para conduzir o inquérito. Dezenas de pessoas já foram ouvidas, e algumas linhas de investigação foram descartadas ao longo dos trabalhos.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que não divulgará detalhes do andamento das apurações para não comprometer as diligências. Além dos bombeiros e da Polícia Civil, o Exército Brasileiro também participa das operações nas áreas previamente delimitadas.
Família cobra respostas
No dia 4 de fevereiro, quando o desaparecimento completou um mês, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, relatou a dor e a angústia vividas pela família.
“Eu não desejo pra ninguém essa dor, uma dor insuportável. Cada dia só piora, a gente não tem notícia”, afirmou.
A avó das crianças também destacou o impacto emocional causado pela falta de informações. “Tá sendo um pesadelo, uma angústia que não termina. A gente sem nenhuma informação”, disse.
Segundo a polícia, embora suspeitas tenham surgido ao longo da investigação, nenhuma pista concreta foi confirmada até o momento.
Investigação segue em andamento
Em entrevista ao g1, o delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, que integra a força-tarefa do caso, afirmou que o inquérito continua em curso e ainda não há conclusão.
De acordo com ele, a investigação é considerada robusta, com mais de 200 páginas e dezenas de depoimentos colhidos. A comissão especial responsável pelo caso é formada por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, que seguem realizando diligências, reconstruções e análises técnicas na tentativa de esclarecer o desaparecimento.
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