Uma matéria exclusiva publicada pelo Gazeta Carajás, no dia 24 de janeiro de 2026, revelou que o prefeito de Goianésia, Russinho, estaria sendo seguido e que teme pela própria vida. A denúncia ganhou repercussão em veículos e redes sociais em diferentes regiões do país e provocou manifestação formal da Câmara Municipal de Goianésia, que repudiou as ameaças e acionou as autoridades competentes.
De acordo com a reportagem, diante das informações de possíveis ameaças, vereadores do município encaminharam ofícios ao Ministério Público, à Polícia Militar, à Polícia Civil, à Superintendência da Polícia Civil e ao gabinete do presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), deputado Chicão, solicitando atenção redobrada e reforço na segurança.
Durante sessão na Câmara Municipal, parlamentares se pronunciaram sobre o caso.
O vereador Kayk Guerra afirmou que o tema exige cautela e responsabilidade institucional. Segundo ele, a Casa Legislativa tomou providências formais ao encaminhar ofícios aos órgãos competentes. O parlamentar destacou que, "diante do histórico de violência vivido pelo município, é compreensível a preocupação do prefeito com sua integridade física e a de sua família". Kayk Guerra afirmou ainda que violência, ameaça e intimidação não podem fazer parte da política e defendeu que divergências sejam resolvidas por meio do diálogo e do respeito. Ele reforçou o compromisso com a paz e a segurança e pediu que as autoridades investiguem a situação para garantir a proteção do prefeito e da população.
O vereador Carlos Eduardo classificou a situação como inaceitável e afirmou que Goianésia não pode reviver períodos de violência do passado. Ele informou que a Câmara, por meio de seu gabinete e dos gabinetes dos vereadores Kayk Guerra, Darlan Sem Fronteiras, Ramildo e professor Régis, assinou e encaminhou os ofícios às autoridades assim que tomou conhecimento do caso. Carlos Eduardo destacou que a Polícia Militar já reforçou a segurança, com policiais se revezando na sede da Prefeitura, e que a Polícia Civil iniciou as investigações, ouvindo pessoas que podem contribuir para o esclarecimento dos fatos. Segundo o vereador, a expectativa é de que haja avanços nas investigações nos próximos dias. Ele também afirmou que a sociedade está apreensiva por recordar um período de terror vivido no município há cerca de 10 anos. "Aqui em Goianésia não se cria esse Tempo de Lampião", afirmou.
Já o vereador Darlan Sem Fronteiras disse estar entristecido com as informações sobre ameaças contra o prefeito Russinho. Ele relembrou que, há 10 anos, o velório de Russo, então prefeito de Goianésia e pai de Russinho, foi realizado na Câmara Municipal. Darlan relatou que, naquele período, o município viveu momentos de medo, com restrições de circulação impostas pelas forças de segurança e mobilização de moradores em orações pela cidade. Segundo o vereador, o surgimento de novas ameaças uma década depois causa preocupação. Ele afirmou que a Câmara solicitou apoio das autoridades para fiscalizar a situação e garantir a segurança do prefeito, destacando que, se o chefe do Executivo está ameaçado, a população também se sente vulnerável. "O passado deve servir como lição e não como repetição."
A publicação do Gazeta Carajás ocorreu exatamente no dia em que se completaram 10 anos da morte de Russo, ex-prefeito de Goianésia e pai de Russinho, fato que marcou a história recente do município.
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