Para tratar da mecânica quântica, a física moderna tem uma das passagens mais filosóficas de sua história: o Gato de Schrödinger.
O físico alemão Erwin Schrödinger propôs uma experiência mental em 1935 com uma caixa, partículas radioativas e um gatinho. A ideia era demonstrar que, na mecânica quântica, diversos estados da matéria coexistem ao mesmo tempo se você não conhece o estado de um elétron.
Dentro da caixa fechada, está o gatinho e as partículas radiativas que podem se espalhar ou não. Quem está do lado de fora não pode saber o que aconteceu: as partículas se espalharam e mataram o gato? Ou não se espalharam e ele permanece vivo?
Sem poder ver o que está acontecendo do lado de dentro, o observador deve considerar que o gato está vivo e morto ao mesmo tempo. Um dilema filosófico, só possível de ser resolvido se abrir a caixa.
Alexandre Siqueira é o prefeito de Schrödinger. É prefeito e não é ao mesmo tempo.
Está cassado, mas com liminar.
Está sendo julgado, mas não está. Resultado de sucessivos adiamentos.
Por situações jurídicas diversas, está inelegível e não está.
O governo de Siqueira mora agora na filosofia. Nós, incapazes de saber o que está acontecendo dentro da caixa, devemos considerar os dois estados: que ele é prefeito e que não é ao mesmo tempo. Enquanto julgamento não chegar ao fim, estamos incapazes de abrir a caixa e nos resta somente a filosofia como muleta.
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