O agronegócio paraense começou 2026 em ritmo acelerado. Entre janeiro e junho, o setor exportou US$ 2,81 bilhões, um crescimento de 34,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi maior que o registrado pelo conjunto das exportações do estado e reforça o peso do campo na economia do Pará.

Quem vive no Pará sabe que boa parte desse resultado passa pelo interior do estado. Na pecuária, São Félix do Xingu segue como o município com o maior rebanho bovino paraense, enquanto Novo Repartimento ocupa a segunda posição. Juntos, os dois municípios são referências na produção de carne e na criação de gado, atividades que ajudam a manter o estado como o maior exportador brasileiro de bovinos vivos.

Além da pecuária, a produção de soja continua liderando as vendas externas do agronegócio paraense, respondendo por quase 45% de toda a receita do setor. Carnes, animais vivos, produtos florestais e o açaí — principal destaque entre os sucos exportados — completam a lista dos produtos que mais levaram o nome do Pará ao mercado internacional.

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Os embarques também cresceram em volume. No primeiro semestre, foram exportadas 3,59 milhões de toneladas de produtos do agro, alta de 28,4%. Com isso, a participação do agronegócio na balança comercial do Pará passou de 18,96% para 21,61%, mostrando que o setor ganhou ainda mais relevância para a economia estadual.

A China permanece como a principal compradora dos produtos do agro paraense, seguida por países como Espanha, Estados Unidos, Iraque e Turquia. Ao mesmo tempo, mercados como Países Baixos, Tailândia, Argélia e Marrocos ampliaram as compras, sinalizando novas oportunidades para um setor que tem no interior do Pará, especialmente em municípios como São Félix do Xingu e Novo Repartimento, uma de suas maiores forças.