O próximo secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Vinícius Borba, escolhido pelo governador eleito Daniel Santos, apresentou sua visão sobre os rumos da política ambiental do estado a partir de 2027. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (29), Borba defendeu uma Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) que vá além da fiscalização, das multas e dos embargos, assumindo também um papel estratégico no desenvolvimento econômico do Pará.

“É por ela que passam grandes projetos de mineração, indústria e infraestrutura, com licenciamentos e condicionantes ambientais que devem assegurar responsabilidades e benefícios às comunidades impactadas e toda a população”, afirmou. Borba destacou ainda a importância da secretaria na bioeconomia, nas políticas climáticas, na gestão das águas e na atração de investimentos. Segundo ele, aproximadamente 72% do território paraense permanece coberto por florestas, enquanto a agropecuária ocupa cerca de 19%. Para o próximo secretário, esses números demonstram que produção e preservação não precisam ser atividades contraditórias.

Um dos pontos centrais do pronunciamento foi a defesa de uma política ambiental que combine fiscalização, conscientização e responsabilidade. Borba garantiu que a fiscalização continuará, mas ressaltou que medidas exclusivamente punitivas não são suficientes para produzir mudanças duradouras. “A fiscalização continuará existindo, mas nenhuma política baseada apenas na repressão será suficiente”, declarou. Ele também reforçou que preservar o meio ambiente e produzir de maneira legal e responsável será um compromisso indispensável de sua gestão.

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A proposta ganha importância especialmente no sul e sudeste do Pará, regiões que concentram grandes projetos de mineração, atividades agropecuárias e investimentos em infraestrutura. Borba pretende aproximar a Semas dos setores produtivos sem deixar de dialogar com ambientalistas e instituições ligadas à preservação. A intenção é construir um ambiente de maior segurança jurídica, capaz de estimular novos empreendimentos e transformar as riquezas naturais do estado em empregos, renda e benefícios para a população.

Ao final do pronunciamento, o próximo secretário pediu que a sociedade participe da construção dessa nova etapa da política ambiental paraense. “Precisamos superar a ideia de que desenvolvimento e preservação são adversários”, afirmou. Borba também pediu que sua atuação não seja julgada antecipadamente e reforçou que os resultados dependerão do envolvimento de produtores rurais, mineradores, empresários, ambientalistas e da sociedade. A mensagem aponta para uma gestão que pretende fazer da Semas uma aliada do crescimento econômico, mantendo a preservação ambiental como compromisso permanente.