A Centaurus Metals ampliou as perspectivas de pesquisa de cobre e ouro no projeto Boi Novo, em Parauapebas, na região de Carajás. A companhia identificou 21 novos alvos para sondagem e prepara uma campanha de perfuração para investigar o potencial das áreas selecionadas. O empreendimento aparece associado ao município em guia de projetos minerais para investidores, e a página atual da empresa informa que está situado a cerca de 25 quilômetros da cidade.

A frente de exploração reúne aproximadamente 75 quilômetros quadrados, incluindo Rio Novo, incorporado por meio de um acordo com a Ore Investments em outubro de 2025. Oito alvos foram definidos nessa área e outros 13 na porção original de Boi Novo. A seleção combinou análises de solo, amostras de rocha, mapeamento geológico e levantamentos geofísicos, usados para identificar estruturas que podem concentrar os minerais.

Entre os destaques está o alvo Solimões, onde amostras de rocha da superfície apresentaram teores de até 17,2% de cobre e 14,3 gramas de ouro por tonelada. Em Juruá, amostras registraram até 45 gramas de ouro por tonelada. Os trabalhos em Rio Novo também identificaram dois corredores com presença elevada de cobre no solo, cada um com aproximadamente cinco quilômetros de extensão. Esses resultados orientam as próximas perfurações, mas ainda precisam ser investigados em profundidade.

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Na área original de Boi Novo, a empresa pretende testar novos pontos e possíveis prolongamentos da mineralização em Nelore, onde sondagens anteriores registraram resultados como 5,5 metros com teor de 8,38% de cobre. Para Parauapebas, o avanço mantém aberta uma perspectiva de diversificação da atividade mineral. A proximidade de rodovias, rede de energia e instalações industriais é apontada pela Centaurus como uma vantagem para as pesquisas e para um eventual desenvolvimento do empreendimento.

Segundo o diretor executivo da Centaurus, Darren Gordon, a incorporação de Rio Novo praticamente dobrou a área disponível para exploração. A próxima etapa será verificar a continuidade e as dimensões das ocorrências identificadas, condição necessária para avaliar seu aproveitamento econômico. Enquanto desenvolve essa frente de cobre e ouro, a companhia mantém como prioridade o avanço do projeto de níquel Jaguar, também no Pará.

FONTE/CRÉDITOS: Eduardo Sol - Notícias de Mineração