A vice-presidente da Câmara Municipal de Xinguara (PA), vereadora Luciana Cândido (MDB), tem sido alvo de ataques durante sessões ordinárias do legislativo municipal. A parlamentar, que foi a mais votada nas últimas eleições, enfrenta manifestações reiteradas de cunho machista por parte de opositores ao governo municipal, em uma conduta que configura violência política de gênero.
As investidas contra Luciana Cândido não são críticas políticas ou divergências de opinião. Os ataque apresentam elementos que buscam deslegitimar sua atuação com base em seu gênero. Segundo relatos, os ataques ocorrem de forma sistemática, tanto no plenário quanto fora dele, por meio de discursos que tentam minimizar sua presença e participação como mulher em um espaço de decisão política.
A trajetória da vereadora Luciana é marcada por expressiva votação popular e por sua atuação ativa na Câmara. Apesar das tentativas de intimidação, ela segue exercendo suas funções parlamentares, reforçando a importância da presença feminina nos espaços de poder.
Um dos ataques foi registrado na última sessão ordinária, realizada nesta semana. Na data, o vereador Ari Nascimento (PL) simplesmente não deixa a vice-presidente falar e ela é obrigada a pedir o óbvio: "me respeite". O momento está gravado, confira.
Esse tipo de conduta está inserido em um contexto mais amplo de violência política de gênero, fenômeno que atinge mulheres eleitas em todo o país, especialmente aquelas que ocupam cargos de liderança. A prática, reconhecida e tipificada pela legislação brasileira, consiste em qualquer ação, conduta ou omissão que tenha por objetivo ou resultado a exclusão, limitação ou impedimento do exercício dos direitos políticos por mulheres.
A vereadora afirmou que ninguém vai calar o seu mandato e que continuará trabalhando em prol de uma Xinguara melhor para todos.
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