Após quatro anos em puro estado de inércia, só agora o vereador Zé do Bode resolver bancar o “fiscal do povo”. Em um vídeo recente, ele aparece "fiscalizando" o Hospital Geral de Parauapebas, como se fosse a primeira vez que colocava os pés no local.
O problema? Durante todo o mandato anterior, enquanto a população sofria com problemas crônicos na saúde pública, ele preferiu o silêncio — quando não estava ocupado tentando garantir um cargo no executivo.
A tentativa de se reinventar como defensor do povo, já no sétimo mês da nova gestão, colocou Zé do Bode como um “fiscal do povo reborn” – anda como fiscal, esbraveja, parece de verdade tem feições ultrarrealistas, mas não é verdade. Afinal, onde estava Zé do Bode nos últimos quatro anos? Por que só agora, com um novo prefeito no comando, ele resolveu gravar um vídeo no hospital?
A memória do eleitor é afiada. Muitos lembraram que, no governo anterior, o vereador não apenas se omitiu, como chegou a abandonar temporariamente o mandato para assumir uma secretaria — um movimento que durou apenas uma semana e manchou sua imagem. Agora, tenta se vender como fiscal diligente, mas a população não esquece o que ele não fez quando era mais necessário.
Enquanto isso, o prefeito Aurélio Goiano optou por um caminho diferente: montou um time técnico, sem distribuir cargos a vereadores. Na Saúde, colocou Luiz Veloso, profissional com quase duas décadas de experiência na Vale e reconhecido na cidade. A gestão ainda está no início, e resultados concretos demandam tempo — algo que quem vive de postagem nem sempre entende.
Fiscalizar é obrigação do vereador, não mérito. E Zé do Bode, ao acordar tarde demais para essa função, só conseguiu reacender lembranças de seu passado omisso. A pressa em aparecer agora não apaga quatro anos de inércia e o povo de Parauapebas não vai aderir ao tardio delírio ultrarrealista (e surrealista) do parlamentar.
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