O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) marcou para o dia 6 de dezembro de 2026 a eleição suplementar para os cargos de prefeito e vice-prefeito de Nova Olinda do Maranhão. A nova votação foi convocada após a cassação dos mandatos de Ary Menezes (PP) e Ronildo da Farmácia (MDB) pela Justiça Eleitoral.

Com a cassação, o presidente da Câmara Municipal, José Alberto Lopes Sousa, assumiu interinamente a Prefeitura até a realização do novo pleito.

A decisão que determinou a perda dos mandatos apontou irregularidades durante a campanha eleitoral de 2024, incluindo suspeitas de compra de votos e abuso de poder econômico. Segundo a Justiça Eleitoral, eleitores teriam recebido dinheiro, materiais de construção e promessas de empregos em troca de apoio político.

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A investigação também reuniu relatos de ameaças e intimidações contra eleitores que teriam se recusado a apoiar o então candidato. A diferença de apenas dois votos entre Ary Menezes e a segunda colocada na eleição de 2024 foi considerada pela Justiça um fator relevante para avaliar o impacto das irregularidades no resultado do pleito.

As convenções partidárias estão previstas para ocorrer entre 21 de setembro e 7 de outubro. Já os pedidos de registro das candidaturas deverão ser apresentados à Justiça Eleitoral até as 19h do dia 17 de outubro.

Para disputar a eleição, os candidatos deverão cumprir as exigências previstas pela legislação eleitoral, incluindo domicílio eleitoral no município e filiação partidária dentro do prazo estabelecido.

Poderão votar os eleitores que tenham domicílio eleitoral em Nova Olinda do Maranhão desde 8 de julho de 2026.

Quem estiver fora do município no dia da votação poderá justificar a ausência pelo e-Título, pelo sistema Justifica ou diretamente no cartório eleitoral. Caso a justificativa não seja apresentada no dia da eleição, o eleitor terá até 4 de fevereiro de 2027 para regularizar a situação.

Ary Menezes também foi alvo da Operação Cangaço Eleitoral, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2024. Na ocasião, o então prefeito eleito era investigado por suspeitas relacionadas à compra de votos, aliciamento, intimidação e ameaça a eleitores.

Após se entregar à Polícia Federal, Ary permaneceu três dias preso temporariamente e foi solto em 17 de dezembro de 2024.

As investigações apontaram ainda suspeitas de outros crimes, incluindo extorsão, desvio de recursos públicos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O caso ganhou repercussão após relatos de eleitores que afirmaram ter recebido materiais de construção e dinheiro em troca de votos e, posteriormente, terem sofrido ameaças.

A eleição suplementar de dezembro definirá quem ficará à frente da Prefeitura de Nova Olinda do Maranhão até o fim do mandato correspondente ao período eleitoral.