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A Diocese de Balsas, no Maranhão, determinou o afastamento, por tempo indeterminado, dos padres Genivaldo Ribeiro e José Alberto Sousa Lima. A decisão foi formalizada por decretos assinados pelo bispo diocesano, Dom Valentim Fagundes de Meneses, após episódios de natureza pessoal repercutirem nas cidades de Balsas e São Raimundo das Mangabeiras.
De acordo com os documentos divulgados, os afastamentos ocorreram em razão de “fatos recentes” que, segundo a Diocese, ferem a disciplina moral eclesiástica. As determinações entraram em vigor imediatamente e impedem os religiosos de exercer o ministério presbiteral e encargos eclesiásticos, respeitadas as exceções previstas pelo Direito Canônico.
O padre Genivaldo Ribeiro atuava na Paróquia Santo Antônio, em Balsas. Já José Alberto Sousa Lima era pároco da Paróquia São Raimundo Nonato, em São Raimundo das Mangabeiras.
No caso de José Alberto, o decreto estabelece ainda que ele fica sem faculdade ou jurisdição para presidir ou administrar publicamente sacramentos ou sacramentais enquanto durar a medida. Os documentos fazem referência ao cânon 1395 do Código de Direito Canônico, mas não detalham quais condutas específicas foram atribuídas aos sacerdotes.
A decisão ganhou repercussão nas redes sociais e entre moradores das duas cidades. Relatos que circulam na região apontam possíveis situações envolvendo relacionamentos pessoais e uma confusão ocorrida em uma casa pastoral, mas esses detalhes não foram confirmados oficialmente pela Diocese e não devem ser tratados como fatos comprovados.
No caso de São Raimundo das Mangabeiras, informações divulgadas pela imprensa local relacionam o afastamento de José Alberto a um suposto relacionamento com uma mulher casada. Já em Balsas, relatos mencionam uma discussão envolvendo Genivaldo Ribeiro dentro de uma casa pastoral. Até o momento, não houve confirmação oficial da Diocese sobre essas versões.
Em comunicado, a Diocese de Balsas afirmou manter o compromisso com a verdade e a moral evangélica e pediu aos fiéis oração, silêncio e discernimento diante da repercussão dos casos. A instituição também solicitou orações pela conversão e santidade do clero.
O afastamento dos dois sacerdotes não significa, necessariamente, expulsão do sacerdócio. A medida suspende o exercício público das funções religiosas, enquanto uma eventual perda do estado clerical depende de procedimento próprio previsto pelas normas da Igreja Católica.
Até o momento, os decretos não estabelecem prazo para o retorno dos padres às atividades. A duração do afastamento e possíveis novos encaminhamentos dependerão de decisões posteriores da autoridade eclesiástica competente.
Publicado por:
Giovanna Noláscio
Repórter e redatora da Gazeta Carajás, destaca-se pela entrega e conexão com temas urgentes da região. Com experiência em coberturas intensas, como o resgate de garimpeiros em Canaã e a política no Sul e Sudeste do Pará, une sensibilidade e firmeza...
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