Quatro pessoas foram presas pela Polícia Civil nesta sexta-feira (4), durante uma operação que investiga o desaparecimento de Rafael Silva Aguiar, em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. O homem desapareceu no dia 10 de julho e, até o momento, não foi localizado.

A operação cumpriu quatro mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão domiciliar. Segundo a Polícia Civil, os presos são Julia Tábata R. Guimarães, Valmira Muniz de Sousa, Dione dos Santos Silva e Urdiley dos Santos Costa.

De acordo com as investigações, os suspeitos teriam ligação com facções criminosas e com o tráfico de drogas na região. A principal linha investigativa considera que o desaparecimento de Rafael pode estar relacionado a uma disputa de território entre grupos envolvidos com o crime organizado.

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A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Nova Ipixuna, com apoio da Delegacia de Homicídios (DH) de Marabá e da Guarda Civil Municipal de Marabá (GCM). Durante a operação, a GCM utilizou cães farejadoresnas buscas.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais encontraram diversos materiais que, segundo a Polícia Civil, estariam relacionados ao tráfico de drogas.

Foram apreendidos tabletes de maconha, dezenas de pacotes de crack preparados para comercialização e dezenas de papelotes de cocaína.

A operação também resultou na apreensão de centenas de munições de diferentes calibres, além de um cofre contendo armas, munições e dinheiro.

Os policiais recolheram ainda diversos aparelhos celulares e agendas com anotações que, conforme a investigação, seriam relacionadas à movimentação do tráfico. Os registros continham nomes e valores.

Um Volkswagen Voyage também foi apreendido durante a ação.

Após as prisões e apreensões, a Polícia Civil continua investigando o caso com o objetivo de localizar Rafael Silva Aguiar e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.

Os investigadores também buscam identificar outros possíveis envolvidos e reunir informações sobre a suposta rede de tráfico de drogas ligada às facções que atuariam em Nova Ipixuna.

Até o momento, a relação dos presos com o desaparecimento é tratada no âmbito da investigação, e as circunstâncias do caso ainda estão sendo apuradas.

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FONTE/CRÉDITOS: Correio de Carajás