Notícias do Pará, Tocantins e Maranhão | Gazeta Carajás

MENU

Notícias / Geral

Transtornos alimentares são vendidos como 'estilo de vida' em vídeos virais nas redes

Especialistas alertam para avanço de conteúdos que normalizam comportamentos de risco e atingem usuários cada vez mais jovens

Transtornos alimentares são vendidos como 'estilo de vida' em vídeos virais nas redes
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Conteúdos sobre anorexia e bulimia circulam no TikTok e Instagram, agora como “estilo de vida”, e podem atingir crianças e adolescentes.

Se nos anos 2000 existiam blogs como “ana” e “mia”, voltados a anorexia e bulimia, hoje esses conteúdos aparecem de forma diferente nas redes sociais. Vídeos virais ensinam a interromper a alimentação, prolongar jejuns, restringir calorias e até incentivar a autodepreciação, muitas vezes sob a aparência de dicas de bem-estar ou disciplina alimentar.

Geralmente, os responsáveis por esses conteúdos usam roupas de academia e se apresentam como especialistas em nutrição ou autocuidado. Apesar disso, especialistas alertam que essa exposição transforma os transtornos em uma “comunidade aberta”, agravando doenças em jovens cada vez mais novos, incluindo crianças a partir de nove anos.

Entre no nosso canal do WhatsApp e receba as principais notícias em primeira mão.

Uma tendência preocupante é o uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos usados mesmo sem sobrepeso para restringir a alimentação e alcançar metas extremas de peso — um sintoma clássico da anorexia.

Apesar de TikTok e Instagram afirmarem não permitir conteúdo que promova transtornos alimentares, esses vídeos circulam livremente. A apresentação de comportamentos como um “estilo de vida saudável” esconde os sintomas de uma doença séria e pode reforçar padrões irreais de corpo, pressionando jovens a seguir práticas perigosas.

Especialistas alertam: jejum prolongado, restrição calórica extrema e purgação não têm recomendação médica e podem agravar transtornos alimentares, além de prejudicar órgãos como o pâncreas.

O engajamento desses conteúdos também incentiva uma rede de apoio entre seguidores, tornando mais difícil a percepção dos riscos e normalizando comportamentos prejudiciais.

Fonte/Créditos: G1

Comentários:

Redação

Publicado por:

Redação

Redação

Saiba Mais

Veja mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!