Conteúdos sobre anorexia e bulimia circulam no TikTok e Instagram, agora como “estilo de vida”, e podem atingir crianças e adolescentes.
Se nos anos 2000 existiam blogs como “ana” e “mia”, voltados a anorexia e bulimia, hoje esses conteúdos aparecem de forma diferente nas redes sociais. Vídeos virais ensinam a interromper a alimentação, prolongar jejuns, restringir calorias e até incentivar a autodepreciação, muitas vezes sob a aparência de dicas de bem-estar ou disciplina alimentar.
Geralmente, os responsáveis por esses conteúdos usam roupas de academia e se apresentam como especialistas em nutrição ou autocuidado. Apesar disso, especialistas alertam que essa exposição transforma os transtornos em uma “comunidade aberta”, agravando doenças em jovens cada vez mais novos, incluindo crianças a partir de nove anos.
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Uma tendência preocupante é o uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos usados mesmo sem sobrepeso para restringir a alimentação e alcançar metas extremas de peso — um sintoma clássico da anorexia.
Apesar de TikTok e Instagram afirmarem não permitir conteúdo que promova transtornos alimentares, esses vídeos circulam livremente. A apresentação de comportamentos como um “estilo de vida saudável” esconde os sintomas de uma doença séria e pode reforçar padrões irreais de corpo, pressionando jovens a seguir práticas perigosas.
Especialistas alertam: jejum prolongado, restrição calórica extrema e purgação não têm recomendação médica e podem agravar transtornos alimentares, além de prejudicar órgãos como o pâncreas.
O engajamento desses conteúdos também incentiva uma rede de apoio entre seguidores, tornando mais difícil a percepção dos riscos e normalizando comportamentos prejudiciais.
Fonte/Créditos: G1
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