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Sem acordo com Toni Cunha, professores de Marabá mantém greve

Nova rodada de negociação entre a categoria e a prefeitura está marcada para a próxima segunda-feira (5)

Sem acordo com Toni Cunha, professores de Marabá mantém greve
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Mesmo após a Justiça determinar a suspensão imediata da greve iniciada no dia 29, os professores da rede pública municipal de Marabá decidiram manter a paralisação. A informação foi confirmada por Tatiana Alves, coordenadora local do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), que destacou que o sindicato sequer foi formalmente notificado sobre a decisão judicial.

Uma nova rodada de negociação entre a categoria e a prefeitura está marcada para a próxima segunda-feira (5), na sede da Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas (Sevop). Ao final da reunião, os professores realizarão uma assembleia para decidir se a greve continua ou será encerrada, como aconteceu no dia 29. A continuidade do movimento dependerá da proposta que será apresentada pela gestão municipal.

O impasse se agravou após a proposta do prefeito Toni Cunha ser considerada insatisfatória pelos professores. Ele prometeu um aumento de R$ 100 no Vale-Alimentação, mas disse que a confirmação oficial só será possível na reunião de segunda-feira. Além disso, o percentual de reajuste salarial ainda não foi divulgado, o que levou o sindicato a interpretar que não há, de fato, uma proposta concreta.

A categoria também criticou o prefeito por não cumprir sua promessa de campanha, na qual afirmou que "Piso não se discute. Piso se paga". Atualmente, além de não pagar o Piso Nacional do Magistério, a gestão municipal determinou o corte de ponto dos professores grevistas e acionou a Justiça pedindo a suspensão do movimento — pleito que foi atendido.

Decisão judicial

Na decisão, o desembargador plantonista do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), Leonardo de Noronha Tavares, alegou que a greve foi deflagrada enquanto as negociações ainda estavam em curso, o que, segundo ele, pode comprometer o calendário escolar e gerar diversos problemas no setor educacional.

Com isso, determinou a suspensão imediata da paralisação, fixando multa diária de R$ 3 mil, limitada a R$ 50 mil, caso o Sintepp descumpra a ordem judicial.

 

Fonte/Créditos: Com informações de Chagas Filho do Correio de Carajás

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