Os partidos políticos brasileiros terão uma grana pra lá de boa para gastar em campanhas eleitorais no ano de 2026. Nada menos que R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). O União Brasil e o PP, agora formalizados em uma federação partidária, constituem o maior bloco em recursos e têm direito, juntos, a R$ 953,6 milhões, o que representa 19,2% do total de R$ 4,9 bilhões disponíveis. A federação conta atualmente com 109 deputados federais e 12 senadores.
O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, aparece em seguida, com uma previsão de R$ 886,7 milhões em recursos do fundo. A legenda detém 88 cadeiras na Câmara e 15 no Senado.
O PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem uma previsão de R$ 619,7 milhões. O partido possui 67 deputados federais e 9 senadores. Somadas, as verbas dessas três forças políticas – a federação União Brasil/PP, o PL e o PT – totalizam 49,58% de todo o Fundo Eleitoral.
Completando o grupo dos cinco maiores, está o PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, com uma previsão de R$ 420,8 milhões. A sigla, que elegeu o maior número de prefeitos em 2024, tem 47 deputados e 14 senadores.

Os cálculos são uma estimativa da Fundação 1º de Maio, entidade ligada ao partido Solidariedade, com base na sanção do Orçamento da União para 2026. A distribuição oficial é de responsabilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e será divulgada em junho, podendo sofrer alterações devido a mudanças de parlamentares entre legendas.
Como o fundo é dividido
A Lei Eleitoral estabelece quatro etapas para a divisão do fundo no primeiro turno. Primeiro, 2% do total é repartido igualmente entre todos os partidos com registro no TSE. Depois, 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos que cada legenda obteve para a Câmara na última eleição geral.
Os 48% seguintes são alocados de acordo com o número de representantes de cada partido na Câmara dos Deputados. Finalmente, os 15% restantes são divididos proporcionalmente à quantidade de senadores de cada sigla.
Comentários: