O brasileiro médio, na verdade, não se interessa por política. Pouco importa para a maior parte da nação o escândalo do Banco Master, Vorccaro e seus tentáculos no judiciário, no legislativo e no executivo. Pouco importa também votações no congresso, orçamento secreto, as verdades sobre o PIX, verticalização da produção mineral e a corrida pelos minerais críticos no Brasil.
O brasileiro médio gosta mesmo é de personagens, dicotomias e doses homéricas de maniqueísmo.
Nikolas entende muito pouco de política. Porém, não é idiota. Longe disso. É inteligente o bastante para saber o que o brasileiro médio gosta, qual discurso vai entrar na cabeça das pessoas e como estar em evidência.
A última agora é realizar uma inócua caminha em prol da liberdade do maior nome da suposta direita brasileira. Nikolas acredita realmente que Bolsonaro será solto após tal sacrifício? Evidentemente não, mas ele sabe que isso chama atenção do eleitorado. A caminhada é vazia de política, vazia de propósitos e totalmente descolada da realidade do povo brasileiro, mas é efetiva para o que Nikolas quer: garantir, mais uma vez, que será o deputado mais votado do Brasil em outubro.
Genial comunicador que é, Nikolas entende a lógica das redes sociais, entende a lógica de seu eleitorado e joga para a torcida como poucos o fazem.
Ao fim, consolida os convertidos, emociona os simpatizantes e ainda atrai mais eleitores para o seu campo.
Para alcançar o seu objetivo, Nikolas está mais do que certo. Errado está quem o acompanha.
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