Em meio aos preparativos para sediar a COP30, a Conferência do Clima da ONU em Belém, o governador do Pará, Helder Barbalho, defendeu a decisão do Ibama que autorizou a Petrobras a realizar perfurações exploratórias na Margem Equatorial. O posicionamento foi dado durante um evento no Mato Grosso do Sul.
Helder foi enfático ao rebater possíveis críticas internacionais:
"Nenhum país tem autoridade para apontar o dedo para nosso país. O Brasil depende hoje de combustíveis fósseis, inclusive para fazer a transição energética", declarou o governador.
Ele argumentou que a licença, de caráter "administrativo e técnico", não compromete a credibilidade do Brasil como anfitrião da principal cúpula climática global. O governador destacou que o processo no Ibama foi "extremamente demorado e exaustivo", seguindo todos os ritos necessários para a tomada de decisão com segurança.
Helder também fez questão de esclarecer que a autorização concedida refere-se apenas à fase de pesquisa, e não à exploração do recurso. "Não se pode confundir uma coisa com outra", afirmou, ressaltando que a decisão final sobre usar ou não o eventual ativo petrolífero será uma escolha soberana do Brasil, considerando sua estratégia energética.
Para Helder Barbalho, a decisão deve ser pautada pela análise técnica e não pela "conveniência de um cenário", referindo-se ao timing próximo à COP30."
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