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Para a governadora e candidata a reeleição Hana Ghassan, o Pará não pode continuar sendo apenas um grande fornecedor de matéria-prima para outras regiões do Brasil e do mundo. Essa é uma das principais questões levantadas pelo seu plano de governo para o setor minerário. A candidata apresenta um conjunto concreto de propostas para transformar a riqueza do subsolo paraense em indústrias, empregos diretos e mais renda dentro do próprio estado.
O ponto central do projeto é a verticalização da produção mineral. Na prática, Hana quer ampliar o beneficiamento e a transformação dos minérios antes que eles deixem o Pará. Em vez de simplesmente extrair e exportar, a proposta busca criar novas etapas produtivas dentro do estado, atraindo indústrias, empresas prestadoras de serviços e investimentos para os municípios mineradores.
Esse processo pode representar uma mudança importante para cidades como Parauapebas, Canaã dos Carajás, Marabá, Ourilândia do Norte, Curionópolis, São Félix do Xingu, Oriximiná e Juruti. Quanto maior for o processamento realizado no Pará, maior tende a ser a necessidade de trabalhadores, fornecedores, transportadoras, oficinas, empresas de tecnologia e outros serviços ligados à cadeia mineral. É assim que a mineração deixa de gerar riqueza apenas na extração e passa a movimentar toda a economia local.
Hana também propõe implantar um programa voltado à formalização dos pequenos e médios mineradores. A iniciativa prevê assistência técnica, facilitação do licenciamento, infraestrutura compartilhada, acesso ferroviário e apoio à exportação. É uma proposta importante para retirar produtores da informalidade, ampliar a segurança ambiental e permitir que negócios menores também participem de uma atividade historicamente dominada por grandes empresas.
Outro ponto estratégico é o levantamento do potencial paraense em terras raras e minerais críticos. Esses recursos são fundamentais para a fabricação de baterias, equipamentos eletrônicos e tecnologias ligadas à transição energética. O plano prevê estudos geológicos e atração de investimentos privados não somente para a extração, mas também para o beneficiamento e a formação de cadeias de maior valor agregado.
A qualificação profissional completa a estratégia. O programa pretende ampliar a preparação de trabalhadores para os setores mineral e industrial. Isso é essencial para que as vagas abertas pelos novos projetos sejam ocupadas por paraenses e para que os jovens dos municípios mineradores não precisem sair de suas cidades em busca de oportunidades.
O plano também associa o desenvolvimento mineral à ampliação de portos, ferrovias, rodovias e hidrovias. Essa infraestrutura reduz custos, aumenta a competitividade e pode atrair empreendimentos para regiões que possuem potencial geológico, mas ainda enfrentam dificuldades de acesso e transporte.
O estado já possui alguns dos maiores projetos minerais do mundo. O desafio agora é garantir que essa riqueza permaneça por mais tempo nos municípios onde é produzida. A proposta de Hana aponta justamente nessa direção: agregar valor, gerar empregos diretos e transformar a força mineral do Pará em prosperidade para os paraenses.
Publicado por:
Kleysykennyson Carneiro
Editor-chefe do Gazeta Carajás. Com mais de 15 anos de atuação no jornalismo, sua trajetória inclui passagens por televisão, assessoria institucional e direção de grandes eventos.
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