Um médico ginecologista de 50 anos passou a ser investigado pela Polícia Civil após denúncias de pacientes sobre condutas inadequadas durante consultas em clínicas particulares nas cidades de Goiânia e Senador Canedo. De acordo com as investigações, mais de vinte mulheres relataram comportamentos semelhantes, ocorridos ao longo de vários anos, envolvendo situações consideradas incompatíveis com a prática médica.
Segundo a polícia, uma das pacientes, que enfrentava uma gestação de risco, decidiu gravar atendimentos após desconfiar da postura do profissional. Após uma consulta, ela teria recebido uma mensagem do médico perguntando se havia ocorrido algum “mal-entendido”, o que foi interpretado pelos investigadores como um elemento relevante para apuração dos fatos.
As autoridades também apontaram que o profissional, em alguns casos, obtinha diretamente o contato das pacientes, o que não é o procedimento padrão em clínicas. Os relatos indicam que ele buscava estabelecer confiança antes dos atendimentos e que os episódios teriam ocorrido, principalmente, em momentos de maior vulnerabilidade emocional ou física das pacientes.
Os depoimentos descrevem situações com toques considerados indevidos e comentários julgados inapropriados para o contexto clínico. Em alguns casos, as pacientes afirmaram ter ficado sem reação durante o atendimento, relatando sensação de paralisação diante do ocorrido.
A investigação classifica os fatos como possível estupro de vulnerável, considerando o contexto específico da relação entre médico e paciente durante exames. O padrão descrito pelas denunciantes apresenta semelhanças quanto à forma de abordagem e ao tipo de conduta relatada.
O médico foi preso preventivamente por decisão judicial e teve o registro profissional suspenso. O Conselho Regional de Medicina informou que apura todas as denúncias de forma sigilosa, conforme as normas éticas da profissão.
As clínicas citadas informaram, em notas públicas, que tomaram conhecimento das acusações e adotaram medidas administrativas, incluindo o desligamento do profissional. Também declararam que permanecem à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
A defesa do médico declarou que considera a prisão desnecessária, afirma confiar na inocência do profissional e informou que ele tem colaborado com a Justiça. Ressaltou ainda que os fatos seguem em apuração e que o devido processo legal deve ser respeitado.
O caso segue sob investigação, e novas informações poderão ser incorporadas conforme o avanço dos procedimentos legais.
Fonte/Créditos: g1
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