Parauapebas enfrenta hoje uma inegável crise financeira que reflete anos de má gestão e desperdício de recursos durante um período de bonança. Enquanto o ex-governo local surfou em um mar de receitas recordes, a atual administração, liderada pelo prefeito Aurélio Goiano, herdou um cenário de queda na arrecadação, dívidas acumuladas e um orçamento comprometido. A crise atual não é fruto de ações recentes, mas sim de uma ressaca de décadas.
Muito dinheiro e desperdício
Nos últimos anos, Parauapebas viveu um boom econômico impulsionado pela arrecadação de ICMS e CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), chegando a um orçamento de R$ 2,3 bilhões em 2025 2. No entanto, essa abundância não se traduziu em desenvolvimento sustentável.
Gastos sem controle, falta de priorização e um sistema tributário defasado ajudam a explicar um pouco da construção cíclica da crise.
Com a queda na arrecadação e o esgotamento do modelo dependente de mineração, a atual gestão, em apenas seis meses, está respondendo por uma dívida que não lhe pertence. Grupos políticos que chegaram ao poder antes de Aurélio não planejaram uma cidade sustentável e hoje o prefeito precisa lidar com estes problemas.
A crise em Parauapebas não é acidental, mas sim o resultado de anos de irresponsabilidade fiscal. Enquanto o ex-governo aproveitou a bonança sem planejar o futuro, Aurélio Goiano e sua equipe precisam lidar com as consequências.
Em todo caso, culpar o governo Aurélio, que tem apenas seis meses, por qualquer crise é falta de conhecimento ou desvio de caráter.
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