A eleição da deputada federal Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, evidenciou tensões políticas em torno da pauta de gênero e diversidade no Brasil.
Hilton foi escolhida por seus pares com 11 votos favoráveis e 10 em branco, em um processo marcado por manifestações contrárias durante a sessão. Parlamentares da oposição questionaram sua presença à frente do colegiado, com críticas direcionadas à sua identidade de gênero — o que gerou protestos e reações no plenário.
A deputada, que é uma das primeiras mulheres trans eleitas para a Câmara Federal, ao lado de Duda Salabert, tem defendido a ampliação de políticas públicas voltadas às mulheres em sua diversidade, incluindo mulheres cis e trans.
Além das críticas vindas da direita, a eleição também revelou desconforto em setores da esquerda. Embora aliados reconheçam a trajetória de Hilton e sua atuação em pautas progressistas, parte do campo político levantou debates sobre a condução da comissão e o papel da representatividade trans em espaços institucionais voltados às mulheres.
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